sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Hiatus excepcionalmente interrompido: em site, dados do avião onde Zavascki morreu foram visualizados mais de mil vezes 16 dias antes da queda

Teori Zavascki morreu em 19 de janeiro em queda de aeronave. | Nelson Jr./STF

Caros leitores, já avisamos em texto anterior:

"Descansaremos, porém, se houver um fato irremediavelmente relevante para dizer, estaremos presentes no blog. Afinal, somos jornalistas hoje e sempre e nem as férias podem nos impedir de lutar contra nossa vocação."


Bem, no programa de rádio Vide Versus na Rádio Vox, na noite de 19 de janeiro, um ouvinte-internauta chamou atenção a um destaque interessante:





O que chama atenção é que coincidentemente em 03 de janeiro de 2017 - 16 dias antes da queda do avião onde morreu cinco pessoas incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki - os dados desta aeronave foram visualizados mais de mil vezes. Veja aqui.

Assim como perguntou o jornalista Vitor Vieira na webrádio: por que um sujeito como o Teori, responsável por processos da Operação Lava Jato, viajaria numa aeronave sem qualquer tipo de proteção e segurança em que se exigiria para um juiz em suas condições de homologar delações com alto teor explosivo?

Mais informações aqui.

Aqui está o áudio integral do programa de quinta-feira onde se fala do assunto.


A informação foi compartilhada. Voltemos ao hiatus

Até mais, pessoal. J-J















Por: Pedro Blanche

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Hiatus: descansaremos, porém...

Caros leitores, estou incumbido de escrever o texto sobre o nosso descanso. 2016 foi um ano espetacular para o Jovem Jornalista porque você nos prestigiou, comentou, compartilhou e curtiu o nosso trabalho. Mas dar um tempo é fundamental para nos desligarmos da rotina estressante da nossa função. Além de ser um espaço de entretenimento, conhecimento, reflexão e informação, o JJ é aquele cantinho dos jovens de todas as idades interessados em fugir do óbvio.

É por isso que, a partir de hoje, de 12 de janeiro até 1º de fevereiro descansaremos. Será o nosso hiatus de verão.

Descansaremos, porém produziremos textos interessantes e com o grau de excelência que vocês merecem. Descansaremos, porém, se houver um fato irremediavelmente relevante para dizer, estaremos presentes no blog. Afinal, somos jornalistas hoje e sempre e nem as férias podem nos impedir de lutar contra nossa vocação.

Não aguentaremos ficar longe de vocês por muito tempo, nem por 20 dias corridos! Durante esse período, também, não iremos abandoná-los e prestigiaremos cada texto e post inédito de vocês com nossos comentários e opiniões; e atualizaremos nossas redes sociais, principalmente o Instagram e o Facebook, com conteúdos inéditos. 

Até o dia 1º de fevereiro deixe suas notificações configuradas; não pare de nos seguir tanto aqui quanto em nossas redes sociais; e, se der saudades (E nós torcemos para que dê E MUITA!), (re)leia nossos textos.

É claro que você, querido leitor do Jovem Jornalista, pode e deve fazer sugestões de pauta porque o jornalista é o elo entre o povo e as autoridades destinatárias. Por isso, deixe nos comentários, na aba "Contato" do blog, em nossas redes sociais ou no email pessoal do editor-chefe Emerson Garcia (emersongaffonso@gmail.com) suas ideias de textos e posts. Com certeza, acataremos à todas as sugestões, afinal o que seria desse espaço se não fosse a interatividade e participação de vocês?

Em nome do editor-chefe e dos colaboradores do JJ agradeço por estarem ao nosso lado em 2016 e nestes 12 dias de 2017. J-J




























Por: Pedro Blanche

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sobre o juiz do Amazonas: já viu isso na velha mídia?

Valois Coelho. | Luís Carlos Valois/ Facebook (via Rádio Vox)



Caros leitores, após a rebelião que matou muitos criminosos - VOCÊS SABIAM QUE MORRERAM CRIMINOSOS NA PENITENCIÁRIA DO AMAZONAS? - uma personagem se destacou neste furdúncio: o juiz Luís Carlos Honório de Valois Coelho. Além de suas funções corriqueiras, o magistrado tem opiniões do tipo que "crime é um problema social" - como se todo pobre fosse um criminoso em potencial - e que a gravidez "não é algo natural da mulher", tirando a essência feminina e fazendo desta um 'fardo' e uma 'condenação'. Além disso - e o mais incrível - ele compara Jesus Cristo a um bandido, tem postagens positivas a respeito de drogas e acha que "cadeia não resolve".

"Eu citaria mil, boneca!", como diria aquele gângster do filme que o Kevin assistira no filme Se esqueceram de mim. Mas as imagens falam muito mais, que dispensaria este reles escriba de escrever aqui. É claro que faço comentários breves! Confira este "outro lado" do juiz lá da Região Norte.




COMENTO: É sempre assim. Criminalidade é mais um problema social do que a própria conduta do indivíduo que ESCOLHEU ir ao lado mal da força. Ainda mais, vê-se uma "indignação" dele porque o povo acha bom um bandido se dar mal. Aliás, ele culpa o povo pelos linchamentos, mas ignora ou omite que os atos de violência é o resultado da omissão dos poderes públicos, além de uma população cansada de ser roubada e sem... Justiça, né juiz?!





COMENTO: Muito podre comparar Jesus Cristo a um criminoso comum, escarnecendo do símbolo do cristianismo. Aliás, isto é crime, seu juiz. O artigo 208 do Código Penal. Como embuste, ele compara que a condenação de Cristo foi feita e patrocinada pelas mesmas pessoas que condenam o bandidinho. Agora Jesus é o bandido, juiz?



O mais grave ainda é o que ele publicou em seu perfil em rede social na véspera de Natal do ano passado. Confira:


Para o juiz, Jesus Cristo e um criminoso qualquer são a mesma coisa. E o povo que, entre aspas, "comemora" tem a mesma mentalidade dos que condenaram o filho de Deus. | Luís Carlos Valois/ Facebook



Um estranho "amor" e outras coisas mais

Além destas fotos, o juiz Valois Coelho é muito simpático às teses de que a "guerra contra as drogas" é um fracasso - se fosse assim, "a 'guerra' contra a louça suja" está perdida - e de que o aborto é um 'direito' fazendo da gravidez uma condenação a mulher, ignorando a existência de uma vida dentro da barriga da mãe. O link é este, mas os trechos são estes (os grifos são meus):

"[...]Não importa se os defensores da criminalização do aborto passam na rua por crianças dormindo na calçada, pedindo dinheiro nos faróis, usando drogas, longe das escolas, e não sentem nada, porque a culpa é da mãe, que não usou anticoncepcional, ou seja, não se precaveu da ausência de amor no ato sexual.
Crianças mortas nas ruas, pela polícia, no meio da criminalidade, ou de fome, não importa, essa gente não se acha responsável. Basta esperar que, se não morrerem, cresçam esses menores sem amor para pedirem para eles a pena de morte, de preferência com a diminuição da menoridade penal.[...]"


Em seu artigo, ele fala tanto de "amor" (é por isso que grifei "sem amor") que analisando bem a fundo é mais do mesmo do que o seu juiz diz: é melhor matar os bebês pobres porque senão eles se tornarão bandidos que serão mortos pela galera antiaborto. Desta mesma gente que "comemora" que o bandido da moto se deu mal em ter seu assalto frustrado.

Eu interpreto o seguinte: que "amor" é esse do juiz que prefere pobre mortos? Ou por que ele não falou em seu artigo que estas clínicas de aborto tem dinheiro investido pelos mesmos que pregam o aborto? Que "amor" é esse que se faz com sangue, bisturis e drogas para matar uma vida, reduzindo o indivíduo a um reles "feto" em formação?

Valois Coelho é, segundo seu site que abriga seu artigo citado, membro da Associação de Juízes para a Democracia - esta mesma instituição que defendeu com unhas e dentes a permanência de Dilma Rousseff; que é contra a punição de menores criminosos; e que é a favor de tomar a lei e a posição de magistrado para fazer a tal "justiça social", como a própria associação denomina em seu texto (os grifos são meus):

"[...]Afinal, não basta que o juiz bem conheça a lei. Tem que dar ao Direito o sentido de uma prática social rumo à utopia de uma sociedade justa que, como advertiu Cornelius Castoriadis, não é aquela que adotou leis justas para sempre e sim aquela em que a questão da Justiça permaneça constantemente aberta.[...]"


Que lindo! Este trecho é um ode ao Manifesto Comunista rumo ao paraíso prometido pelos 'deuses' do estado ateu. Dependendo do "sentido" tomado, o povo brasileiro está perdido com magistrados que não são fiéis à lei, mas às suas convicções pessoais e ideológicas de justiça.

Valois Coelho compartilhou post sobre Dilma Rousseff. | Luís Carlos Valois/ Facebook


O seu juiz é também porta-voz da Associação de Agentes da Lei Contra a Proibição (Leap, em inglês). Proibição a quê? As drogas! A Leap diz que não quer promovê-las e que se preocupa com sua proibição que causa os crimes - como se os bandidos estivessem interessados em abrir mão do tanto poder violento que as drogas promovem, né?!


Na camiseta de Valois Coelho: "Tiras dizem legalize as drogas. Pergunte-me por que." | Luís Carlos Valois/ Facebook




O caldo começa a engrossar agora!

Uma matéria publicada no Estado de S. Paulo afirma que Valois Coelho tem ligação com a facção criminosa do Amazonas, denominada Família do Norte (FDN). O juiz nega e ataca a matéria do Estadão em seu perfil:





Além disso, semana passada por três dias a webrádio Rádio Vox, em seu programa Boletim Rádio Vox, alertou sobre a conduta e atos deste sujeito. No link da webrádio podem ser vistas mais fotos de suas convicções políticas, apoio a 'descriminar' as drogas e uma admiração ao comunismo - o mesmo comunismo que matou no mínimo 100 milhões de pessoas - além de mostrar que a FDN tem ligação com a narcoguerrilha colombiana (Farc).


Considerações finais

Você sabia disso tudo, caro leitor? Não! Por que que a velha mídia não tocou nestes assuntos? A título de comparação, lembram-se que até o Jornal Hoje da TV Globo "puxou a ficha" do juiz Itagiba Catta Preta que barrou a posse de Lula como ministro da Casa Civil? (assista aqui). Por que o mesmo não ocorreu com Valois Coelho, mesmo com todo este "currículo" riquíssimo e a posições de um magistrado que flerta com tudo o que o povo brasileiro mais abomina - como aborto e legalização das drogas?

Por que a imprensa não questionou a conduta e os valores do juiz e traçou um paralelo entre o que ele acredita e as decisões tomadas enquanto autoridade?

Ao menos eu, Pedro, faço questão de que você, leitor do Jovem Jornalista,  tenha ciência de uma destas personagens ocultas pela velha mídia a respeito do que ocorre no estado do Amazonas. Agora, você tem mais informação.

Até mais, pessoal. J-J














Por: Pedro Blanche

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A promoção de "Cilada" por conta de "Perfect Illusion" e vice-e-versa; Semelhanças e diferenças entre as músicas



O grupo de pagode consagrado nos anos 90, Molejo, torna a experimentar a fama e o sucesso com a execução de uma música. A responsável pelo sucesso repentino da banda de pagode foi Lady Gaga e sua música Perfect Illusion, do álbum Joanne que o Thiago Nascimento já falou aqui. Esta se assemelha (Mas não em tudo!) à Cilada, do Molejo.

Depois do alvoroço dos internautas, ao perceberem a semelhança das letras de ambas as músicas, Cilada despontou no Spotify, com um crescimento de 102%. Acusações de plágio bem esportivas e em tons de brincadeiras chegaram aos ouvidos de Gaga. Seria mesmo Perfect Illusion uma verdadeira cilada?! 

As comparações com as músicas surgiram desde que o single foi lançado, em setembro de 2016. Mas foi apenas em novembro do mesmo ano que Gaga "deu o braço a torcer" ao publicar um post em português em sua fanpage:





O post diz o seguinte: "Isso não era amor, não era! Mas com Joanne não tem cilada [...]". A fanpage oficial do Molejo respondeu: "OI GAGA! SUA SUMIDA!". O post de Lady Gaga foi uma boa estratégia de marketing para - através de uma música que estava em seu auge - divulgar ainda mais suas canções e o seu novo álbum. O Molejo, por outro lado, também se deu bem nessa história, ao colocar nas grandes paradas uma música sua; por aproveitar o espaço no post da Gaga para divulgar uma live e fazer uma possível parceria com a cantora; além de ser convidado a participar de programas de TV, como o Encontro com Fátima Bernardes por conta desse fato

Vamos às semelhanças das músicas:


"It wasn't love, it wasn't love (Não era amor, Não era amor)

It was a perfect illusion (Perfect illusion) (Foi uma ilusão perfeita (Ilusão perfeita))." Perfect Illusion, Lady Gaga


"Não era amor, ôh, ôh
Não era
Não era amor, era
Cilada."  Cilada, Molejo


A semelhança restringe-se a esses dois trecho onde, claramente, o refrão de Perfect Illusion alude ao de Cilada. A semelhança para por aí. Não há mais nada parecido no ritmo musical nem no restante das letras. 

Perfect Illusion é uma homenagem de Lady Gaga ao imaginário das festas e boates. Veja um trecho da canção em que a cantora fala de uma droga que produz mudança de comportamento nas pessoas (com grifos):


"I don't need eyes to see  (Eu não preciso de olhos para ver)
I felt you touchin' me (Eu senti você me tocando)
High like amphetamine (Chapada como anfetamina)
Maybe you're just a dream (Talvez você seja apenas um sonho)."



Cilada fala de outro tipo de ilusão que passa longe do chamado "ecstasy moderno" de Perfect Illusion e do uso de drogas: a desilusão amorosa! A letra fala de um homem apaixonado que faz de tudo por uma mulher e de repente se vê enganado e iludido (com grifos):


"Ela me usou o tempo inteiro
Com seu jeitinho sedutor
[...]
Inocente, apaixonado
Eu tava crente crente
Que ia viver uma história de amor
[...]
Que cilada, desilusão
Ela me machucou

Ela abusou do meu coração."


UMA CURIOSIDADE: Em ambas as músicas fala-se de amor, mas é preciso interpretar o sentido de "amor" em cada uma delas. Em Perfect Illusion Gaga diz que (com grifos): 


"Não era amor era uma perfeita ilusão."


Contextualizando com o ambiente onde a letra se insere (boate), isso quer dizer que as pessoas não estão preocupadas em amar ou demonstrar seus sentimentos "no escurinho", mas curtir e ficar uma com as outras. Algumas, enquanto beijam, usam drogas, por exemplo. A "perfeita ilusão" está ligada ao prazer, e não ao amor.

Em Cilada é dito o seguinte (com grifos):

"Não era amor, era Cilada."


O termo "cilada" está ligado à ilusão, mas não à "perfeita ilusão" de Gaga. Aqui, como disse em avant-premiere, fala-se em ilusão; ou ainda, desilusão amorosa; ou, melhor ainda, em CILADA (termo chulo).


Deixando as semelhanças/diferenças de lado e até o "plágio", em toda essa situação verifica-se a promoção e o marketing de Lady Gaga e Molejo, e isso sem ferir ou menosprezar o outro.

O Molejo, por exemplo, quando se apresentou no Encontro no início do mês passado, cantou o refrão de Perfect Illusion na intro de Cilada e ainda disse um amoroso "Obrigado, Lady Gaga". Confira:






Isso eu chamo de respeito. A Lady Gaga poderia muito bem menosprezar o Molejo, dizer que não tinha feito plágio coisa nenhuma e ainda falar que pagode é ruim. O Molejo, a mesma coisa. Mas o que eu vi foi um interessante "crossover musical". Ainda sonho pela quebra de barreiras entre diferentes ritmos e até com uma roda de pagode com Lady Gaga. J-J


Por: Emerson Garcia
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