quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Quinta de série: Undateable







E temos mais um QdS! Hoje falaremos de uma série que provavelmente ninguém ouviu falar: Undateable

Criado por Adam Sztykiel e Bill Lawrence, o sitcom originalmente exibido pelo canal norte-americano NBC, e traduzido para o Brasil como “Os impegáveis”, conta a história de um grupo de amigos e seus problemas de relacionamentos. O programa é inicialmente gravado ao vivo e exibido no canal, mas depois de uma temporada, eles investiram no Undateable Live e começaram a transmitir ao vivo.





Justin, dono de um bar, tem sérios problemas em entrar em relacionamentos e ele está apaixonado por uma de suas empregadas. Sem muita coragem e experiência, ele pede a ajuda de Danny, que é o maior pegador que você respeita, só que também não fica em um relacionamento sério. Danny aceita o desafio e o ajuda a conquistar sua amada, assim como ajuda seus amigos Shelly, Burski e Brett.

Me diverti bastante assistindo a produção, principalmente porque me identifico com a maioria dos personagens e as cagadas que eles passam. Com certeza são coisas que pessoas não-fictícias passariam. Lembro-me de assistir a série simultaneamente com Baby Daddy (outra série divertidíssima que vocês verão muito em breve aqui).




Undateable conta também com a atriz e cantora Bridgit Mendler. Quem conhecer o programa Boa sorte, Charlie sabe muito bem quem é. É a Teddy. Sendo honesto, me interessei pela série porque eu vi um pôster com o rosto dela. Essa mulher é um dos meus guilty pleasures. Come to Brazil, Bridgit Mendler! A produção também tem a participação de alguns artistas famosos, como Ed Sheeran e Scott Foley.

Voltando ao que interessa, ela possui a duração de 20 a 30 minutos por episódio. Há alguns especiais que duram de 45 minutos a 1 hora, mas estes só acontecem quando a série passa a ser ao vivo. Infelizmente Undateable não tem na Netflix, mas existem alguns links online para assistir. J-J






Por: Thiago Nascimento

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Desenhos nos objetos




Você já enxergou desenhos em nuvens, objetos ou cenários? Essa é uma prática comum entre algumas (Não todas!) pessoas, embora todos nós possamos sentir esses efeitos. O artista Keith Larsen tem chamado a atenção por conta de suas ilustrações. Ele enxerga desenhos em objetos. Ele criou um Instagram recentemente (9 de junho), onde coloca suas artes, ao lado dos objetos reais. Já são 20 ilustrações e 30 mil seguidores na rede social.

Keith Larsen realiza um trabalho criativo, assim como o desenhista Javier Perez que já foi falado aqui no blog. A obra de Perez tem semelhanças com a de Larsen: ambos utilizam objetos do cotidiano; mas também tem diferenças: Perez agrega o objeto à sua arte e Larsen faz uma arte baseada no objeto.

O artista é americano e também trabalha com mídia e som, além de fazer poesias a partir das imagens criadas por ele. Veja como Larsen se descreveu a próprio punho em seu site. Obrigado pela tradução, Thiago Nascimento! (com grifos):



"Hey, eu sou Keith Larsen. Obrigado por visitarem meu site! Eu estou escrevendo isso a mão para mostrar agora o quanto eu admiro vocês tirando o tempo para navegar. Eu espero que vocês gostem do meu trabalho e apreciem o tempo e esforço que eu coloco em tudo que faço.

Por que áudio? Música e som sempre tiveram um grande impacto na minha vida. Ou Música ressoaria com o meu humor, ou me ajudaria a me desafiaria. Eu sempre apreciei isso, e quero estar envolvido em fornecer esses sentimentos especiais.

Áudio é uma arte que sempre vai me interessar. Tem sido uma das coisas mais desafiadoras para aprofundar, e eu amo um desafio. Som é um daqueles fenômenos naturais que você não consegue parar de aprender. Todo dia eu aprendo algo novo e melhoro constantemente.

Obrigado!"


Keith Larsen tem uma condição psicológica conhecida como Pareidolia, que é a capacidade do seu cérebro de criar rostos em objetos inanimados, a partir de um padrão codificado. Veja o que significa esse conceito segundo o Wikipédia (com grifos):

"A pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado. É comum ver imagens que parecem ter significado em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas e outros tantos objetos e lugares."


Para saber se você tem essa condição, analise a imagem abaixo:




Pra você: é apenas um relógio ou uma cara triste? Se você respondeu a segunda opção você tem pareidolia, assim como o artista! Ele não enxerga uma mochila apenas como uma mochila, uma maçaneta apenas como uma maçaneta, rochas como rochas. Confira algumas das suas ilustrações (para ver o objeto real inspirado, clique na setinha):
















“Pegue meu bico se estiver lavando roupa. Você quase não me vê, talvez uma vez por semana. Como eu não posso ter esse olhar desapontado? Sequei suas roupas enquanto você lia um livro. Eu sou um pato seco e, por um pouco de dinheiro, eu seco as camisas que você lava. Lide com a conta se quiser meu serviço, vire à esquerda para começar. Vejo você na próxima semana, mas por favor, sem vômito da próxima vez”.





Keith Larsen é um artista ao quadrado! Além de criar as imagens, ele ainda escreve poesias divertidas, engraçadas, bobas e fúteis de suas imagens.

O artista viu nessa condição o motivo de seu trabalho e hobby, ele pretende criar mais imagens a partir de sua conta no Instagram, como explicou esse post do Acta Mundi (com grifos):

"Para Larsen, esse fenômeno é a inspiração para sua arte, e fornece um terreno amplo para criar algumas criações divertidas e fantásticas de estilo de desenho animado. [...] E este é apenas o começo para Larsen. Ele criou uma conta no Instagram para crônica de rostos em lugares."



Discussões sobre pareidolia


Pode não parecer, mas esse post pode gerar debates e discussões. Ninguém enxerga algo da mesma forma que o outro. Existem pontos de vista e perspectivas que são diferenciadas de uma para outras pessoas. Por exemplo, os ditados "Está procurando chifre em cabeça de cavalo?" e "Tá achando que focinho de porco é tomada?" nunca fizeram tanto sentido quando se fala de pareidolia

Enxergar desenhos em objetos e nuvens pode ser subjetivo. Creio que já surgiu divergências entre duas crianças, quando uma enxergava um cachorro em uma nuvem, e a outra não enxergava nada e dizia: "Aonde que você viu isso? Não consegui ver nada!". Só essa frase já era motivo pra confusão. Confira o que disse o Wikipédia sobre (com grifos):

"[...] O fenômeno psíquico, diante de uma figura com dados aleatórios, pode variar segundo o ângulo do observador. [...] Dependendo das figuras observadas, podem assumir um aspecto muito subjetivo que varia de observador para observador ao passo que outras mais claramente nítidas, possuem uma mesma interpretação ótica em comum entre vários observadores. Portanto, muito tem que ver com a condição psicológica de cada observador, do que se passa em sua mente."


Uma matéria da Mundo Estranho discutiu por quais motivos algumas pessoas conseguem enxergar desenhos nas nuvens. Mais do que ser um processo aleatório, isso está ligado à experiências e conexões anteriores (com grifos):


"Quando percebemos um som ou objeto, nossos sentidos não analisam as informações captadas de forma isolada. Elas são integradas com conhecimentos e experiências anteriores. Além disso, motivações, emoções, expectativas e o contexto são importantes. Por isso, um fã de mapas pode ver o desenho do Canadá em uma nuvem, enquanto um fazendeiro vê uma ovelha deitada."



E você, também enxerga rostos em tudo à sua volta? Gostaram do trabalho do artista americano? J-J



Mais informações

Site: https://www.keithlarsen.me/ 
Facebook: facebook.com/thefaceswithinplaces
Instagram: https://www.instagram.com/thefaceswithinplaces/



Por: Emerson Garcia

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Bugs da vida






Hoje é comum silenciarmos conversas no Whatsapp, bloquearmos pessoas nas redes sociais e até mesmo as excluírmos. Se uma pessoa não tem a mesma opinião que a sua, isso é motivo pra bloqueá-la ou excluí-la do Facebook. Se não quiser ser notificado com mensagens chatas de grupos de Whatsapp, basta silenciá-los. Vivemos em uma sociedade onde a tolerância e o limite são quase zero. Mas será que essa falta de tolerância e limite resolvem mesmo o que nos incomoda, tira do sério ou o que queremos esquecer nas redes sociais?

É facílimo resolver problemas virtuais, de forma virtual. Por exemplo, se um amigo fez um comentário em um post seu que você discorda, você não ligará pra ele e marcará um encontro pra dizer pessoalmente o que lhe incomoda, mas sim, o excluirá ou, a atitude mais drástica, o bloqueará. Se alguém te marca em posts de desenho animado ou em fotos em que está horrível, é mais fácil mexer em alguns botões  e tirar a pessoa do seu hall de amigos, que chegar e falar o que te tira do sério.

Acontece que essas atitudes nas redes sociais não resolvem o problema de fato. Por exemplo, além das pessoas bloqueadas no Facebook aparecerem em uma lista do seu perfil (Está certo que ela é privada, mas você não a deixa de ver!), elas ainda permanecem em sua memória. É o que chamo de 'bug da vida' - algo que você acredita estar resolvido, mas que na verdade não está e que ainda gera algum sentimento. Se o Facebook não deu conta de esquecer as pessoas que você bloqueou, porque você é capaz disso?! Aliás, te desafio agora a entrar em sua lista de bloqueados e ver o nome das pessoas que estão lá. Perceberá que não se esqueceu de nenhuma delas e até mesmo do motivo de as ter bloqueado.

No caso do Whatsapp, não sei se existe uma lista de contatos bloqueados, mas é fácil identificar quando foi bloqueado ou quando bloqueou alguém. Você descobre isso quando manda uma mensagem e ela não chega até o seu contato, ou quando liga pra ela e a ligação não é finalizada. Outro bug da vida difícil de ser evitado. Afinal até mesmo no Whatsapp você não se esquece de alguém facilmente, nem resolve seus problemas de relacionamento de forma completa.

Engana-se quem pensa que um relacionamento será apagado da memória com uma simples exclusão ou bloqueio. Os rastros e históricos eletrônicos estarão ali e não sumirão, a menos que seja um expert em software. Assim é na vida real: é difícil apagar relacionamentos, experiências, pessoas e momentos de nossa memória. Talvez nem o tempo tenha essa capacidade.

Nossos problemas, tanto em ambiente virtual quanto presencial, são resolvidos com conversa, desabafo e exposição do que incomoda, tira do sério ou machuca. Silenciar, bloquear ou excluir não são eficazes. Outra vez te desafio: desbloqueie todas as pessoas que te incomodam do seu Facebook, Whatsapp ou de qualquer outra rede social. Converse e exponha seus incômodos a elas. Você não precisa de uma atitude tão drástica e que não resolve nada. J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Prevenção ao suicídio pode, sim, ser apoiada com sorriso nas redes sociais e isso não é ficar de brincadeira!

ATENÇÃO: É necessário interpretar o post a seguir para não haver entendimentos errados. E para os depressivos que lerem esse texto, saibam que podem contar com meu sorriso, ombro amigo e ouvidos.


Os "elementos" do post de hoje.



Semana passada (13) publiquei uma foto de perfil temporária no Facebook em apoio à campanha do Setembro amarelo. Bastou isso para uma pessoa me criticar e dizer que "eu estava de brincadeira com o suicídio nas redes sociais", talvez por conta do meu sorriso, gesto ou legenda. Essas são as hipóteses e deve ser por conta delas mesmo a crítica. Acontece que  a prevenção ao suicídio pode, sim, ser apoiada com sorriso nas redes sociais e isso não é ficar de brincadeira e eu vou explicar o porquê no post.

Preciso deixar claro nessa introdução que a única pessoa que será exposta nos comentários da minha postagem será eu, porque acredito que o que o indivíduo disse é mais importante do que ele é íntima e profissionalmente. Desse modo, não irei levar (Em hipótese alguma!) a discussão para aspectos pessoais e/ou profissionais.

Neste post, então, falarei desses assuntos: a minha foto de perfil temporária; a crítica que recebi, as compreensões; e também que a prevenção ao suicídio pode ser apoiado com um sorriso no rosto.  



A foto temporária 'polêmica' de perfil



Essa foi a foto que postei em apoio ao Setembro amarelo. Um sorriso largo no rosto e o meu dedo apontando para a minha garganta. Ela não é uma imagem recente. Creio que seja de 2015 - inclusive a coloquei no post Setembro amarelo: ilumine o mundo de boas ideias ano passado. Quem lembra? Irei utilizar a própria explicação passada para a foto:

"Eu, por exemplo, atualizei a minha foto de perfil com uma imagem pra apoiar o evento - camisa amarela e apontando para a minha garganta, 'por que falar é a melhor opção'." 


Foi por conta do slogan Por que falar é a melhor opção que eu apontei para a minha garganta (A voz não sai da boca, mas das cordas vocais!). O slogan fora criado juntamente com o início da campanha, em 2014, com o objetivo de incitar o desabafo das pessoas depressivas, e o estar aberto a ouvir. Veja o que O olho da história falou sobre o Setembro amarelo:

"Assim surgiu o Setembro Amarelo, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção."


O motivo de ter sorrido na imagem não foi para ficar fotogênico, muito menos para menosprezar o suicídio, mas para mostrar às pessoas depressivas que elas podem contar com a minha alegria e o meu sorriso. 

Por último, escrever "Você não quer morrer! Fale comigo pelas redes sociais ou pelo Whatsapp", não foi com o intuito de diminuir a pessoa depressiva ou de "ficar de brincadeira nas redes sociais" com o suicídio, mas de mostrar que, na verdade, o que elas querem é acabar com o sofrimento e que elas podem contar comigo, mesmo que eu não seja um psicólogo formado, até porque as pessoas saem do fundo poço, em primeiro lugar com a ajuda de um psicólogo e depois com a de amigos, familiares, etc

Mas nem todo mundo entendeu isso...



Crítica




Procurei interpretar o comentário da pessoa minuciosamente para compreender, realmente, o que ela quis dizer e não intercorrer em erros interpretativos. Na minha resposta não procurei ofender o indivíduo, muito menos fugir do que ele havia dito no comentário. Irei transcrever a crítica:

"Eu entendo que esse é um assunto muito sério para ficar de brincadeira nas redes sociais."


Em uma análise minuciosa, percebi que o autor do comentário se referia a três aspectos da expressão "ficar de brincadeira" e eu irei comentar cada um deles. Vamos lá?


1- A "brincadeira" de ajudar as pessoas nas redes sociais por meio do diálogo: Uma das primeiras interpretações que veio à minha mente foi esta, por conta do que escrevi na legenda da foto. Entendi que um leigo não pode ouvir uma pessoa depressiva e que esta é uma tarefa somente para psicólogos. Sim! Profissionalmente essa alçada é da psicologia, mas pessoas próximas ao depressivo o ajudam ao escutá-lo, compreendê-lo e fazer com que se sinta importante. 


2- O "menosprezo" ao suicídio: Essa hipótese pode ser dada ao que falei no início da legenda (Você não quer morrer!). Para essa pessoa, isso soou como menosprezo ao suicídio e à dor, mas eu mostrei justamente o contrário no tópico anterior.


3- O tom 'tá de brinks né?' da foto: Para a pessoa eu não poderia sorrir, nem apontar para a minha garganta ao falar de "um assunto muito sério". O que é uma ideia totalmente errada.


É interessante alguém demonstrar sua opinião começando-a com a expressão "EU ENTENDO", pra logo depois vir com críticas severas e infundadas de uma má interpretação das coisas. A minha resposta foi a seguinte (com grifos):

"Não há brincadeira em quem está pronto para ouvir, oferecer um sorriso e um ombro amigo."


Foi com esse sentido que postei a foto, sem rodeios, filtros ou segundas intenções. Fiquei em paz porque tiveram pessoas que compreenderam realmente a foto...



Compreensões





A foto temporária de perfil obteve 19 CURTIDAS e 2 COMENTÁRIOS compreensivos (até a composição desse post). Irei transcrevê-los agora:

"Isso mesmo! Dizer que se importa é o primeiro passo! Ouvir é o caminho para descobrir, juntos, uma saída!"


"Obrigada, amigo!!!"



Comentários que interpretaram corretamente o que havia escrito e apresentado visualmente. Comentários de pessoas que perceberam que eu não "fiquei de brincadeira com um assunto sério". Pelo contrário, FUI SÉRIO, SINCERO E AMIGO!





Amizade e estar 'a todos os ouvidos' que podem ser vistos nessa resposta:

"Por nada, amiga. Estou aqui para o que precisar."



Prevenção ao suicídio e o sorriso no rosto


De onde saiu a ideia que não se pode ser lúdico, sorrir ou demonstrar alegria ao apoiar a prevenção ao suicídio? Aliás, a série 13 reasons why foi duramente criticada por retratá-lo de forma teatral e romântica. Tal retrato não significa que a produção deixou de ser séria ou de alertar sobre um problema sério. Por outro lado, um psicólogo e um fotógrafo criar um ensaio artístico e teatral sobre depressão e doenças mentais e emocionais, não quer dizer que eles "ficaram de brincadeira" com o tema. 

O Setembro amarelo não é, necessariamente, somente aderido por psicólogos e entidades de psicologia. É certo que a campanha foi criada por esses profissionais, mas qualquer pessoa leiga, comum ou famosa pode abraçar e apoiar a causa, de forma séria, sincera e importante. É claro que ninguém ocupará o espaço de um profissional e meterá o bedelho em questões técnicas, científicas e profissionais. Há um certo limite que deve ser obedecido. Ou seja, há diferença entre receber um sorriso e um ombro amigo de alguém e receber as instruções profissionais de um psicólogo. Mistério nisso não há!

A abordagem da prevenção ao suicídio - seja na mídia, redes sociais ou qualquer outro meio - é o grande cerne da questão. Saber como tratá-la sem incitar a prática é um desafio. Como falar do tema? Com a cara séria? Sem mostrar cenas chocantes? Sorrindo? Não há uma forma única, mas sim a conveniente e que procura informar e alertar. E isso pode ser de maneira lúdica, entretida e divertida. Por que não?

Fazendo pesquisas na internet me surpreendi como o tema foi retratado (Não só por psicólogos ou entidades de psicologia) e já adianto: com sorrisos, dedinhos felizes, música e flores... FLORES AMARELAS.

A primeira propaganda que chamou a minha atenção foi a da Polícia Federal divulgada no dia 01 de setembro desse ano no Twitter que traz duas amigas se abraçando e - adivinhem só? - sorrindo! Sorrindo não, GARGALHANDO!


"Falar é a melhor solução. Ouvir é a melhor ajuda". Quer slogan mais forte que esse?




A segunda propaganda que me surpreendeu foi da Cruz Azul: Saúde e Educação. Nela tem muitos aspectos lúdicos e divertidos, como a composição do design e os dedinhos com rostinhos felizes. Veja se não é a coisa mais fofa do mundo:






Por último, a cantora Ana Nóbrega espalhou alegria e descontração no Instagram com posts de apoio ao Setembro amarelo em que estava sorrindo, com flores amarelas e também cantando um trecho de uma bela canção. 



Eu amo a Bíblia porque ela conta todo tipo de história: as mais lindas, e as mais trágicas também. Por que? Porque é um livro sobre a nossa vida, a passagem do ser humano nesta Terra, e este enfrenta aqui dias bons e dias maus. Sabe o personagem #Jó ? Ah, se você nunca leu, nao sabe o que está perdendo! A Bíblia diz que ele tinha tudo do bom e do melhor. Tinha esposa, filhos, bens, muitas riquezas, e era um homem temente ao Senhor. Mas... Mas um dia ele perdeu tudo. Tudoooooo! E ainda ficou muito doente! Coisa pouca, não! E começou a desejar a morte, bem como amaldiçoar o dia em que nasceu. Também, pudera! Era muito sofrimento. Só que #Jo não sabia que tudo estava no controle do Senhor e que em meio a toda aquela angústia terrível, ele conheceria a Deus como nunca antes. É tanta lágrima que embaça o aprendizado, não é? Agora, veja só: o livro de #Jo termina dizendo que o final de sua vida foi melhor que o começo. #Jo teve tudo, tudo, tudo outra vez, só que uma condição: muito melhor do que antes! Já pensou se ele tivesse desistido? Já pensou se tivesse morrido? Ele não viveria tudo que já estava preparado. Os seus melhores dias lhe aguardavam! Uhuuulllll! Não quero minimizar o seu sofrimento, mas se você está com pensamentos de morte, depressão, pânico, achando que é o fim, eu digo que NÃO É! Você nem imagina o que Deus tem preparado se O buscar de todo coração. Eu sei que #vocenaoquermorrer ; #vocesoestacansado .💛 #setembroamarelo #Jesus #VidaAbundante #EuOroPorVoce #ProcureAjuda #TrocoAsRosasVermelhas #PelasAmarelas
Uma publicação compartilhada por Ana Nóbrega (@ananobrega) em

Confesso que o sorriso da Ana foi mais bonito e acolhedor que o meu, mas tá valendo. Destaco um trecho do que ela disse na legenda:

"Eu sei que #vocenaoquermorrer ; #vocesoestacansado .💛 #setembroamarelo #Jesus #VidaAbundante #EuOroPorVoce #ProcureAjuda #TrocoAsRosasVermelhas #PelasAmarelas"




"“Eu disse: “Misericórdia, Senhor! Cura-me, pois pequei contra ti”.” ‭‭Salmos‬ ‭41:4‬ _____ Eu convivi com uma pessoa que sofria de depressão. Ela frequentava a igreja, sorria para todos mas quem a conhecia mais a fundo, sabia as batalhas emocionais que ela enfrentava. Eu me perguntava: "Por que a cura do Senhor não penetra o seu ser? O que há de errado?" E outras indagações me perturbavam a respeito daquela pessoa. Eu a amava e queria vê-la bem! Um dia fiquei sabendo que, no passado, ela havia (sem mais detalhes) tomado o marido da sua própria irmã. Antes de julgá-la, olhe para as suas misérias e debilidades. O fato é que esse acontecimento a empurrou para um poço profundo e quase eterno da perturbação emocional. Ela ficou com o amor de sua vida, mas os demais amores ( sua família, amigos da família, e o amor para consigo mesma) foram estremecidos. São episódios como esses, ou outros quaisquer, que desencadeiam processos depressivos, angustiantes, que nos levam a desejar a morte. Depois do frisson de conseguir o que tanto quer, o ser humano começa a ponderar tudo o que fez, cai nas prisões da culpa e vergonha, e pensa que não há nada a ser feito. Isto é MENTIRA! "Há tempo de matar, e há tempo de CURAR" As pessoas que você ofendeu, magoou, feriu, estão esperando um pedido de perdão, um abraço, uma mensagem, um retorno seu. E nisto está a CHAVE DA SUA CURA! Você precisa crer no poder que há por detrás de uma atitude como esta. Foi por isso que Jesus se entregou: para pedir perdão ao Pai em nosso lugar. Ele, que não tinha pecado, assumiu todos os nossos erros e diante do Pai clamou e clama por nós: "Perdão!" Precioso Ministério da Reconciliação! Ele sabe como é bom "ficar de bem" com o Pai e com o nosso próximo PARA QUE TENHAMOS PAZ. Você quer paz? Pense bem e aja! Reconcilie-se com Deus e com seus irmãos. Os próximos dias podem ser sobrenaturais! Amo vcs! #setembroamarelo #trocoasfloresvermelhas #pelasamarelas #vocenaoquermorrer #soestacansado #Jesus
Uma publicação compartilhada por Ana Nóbrega (@ananobrega) em

Este post também foi muito legal, mas nele Ana não está sorrindo.







Neste a artista colocou um trecho do clipe da música Isso é que é viver em apoio às pessoas depressivas, disponível no Você Adora. Ana canta com entusiasmo e alegria, assim como a canção suscita. Vamos a um trecho da legenda (com grifos):

"Setembro já chegou e com ele, a conscientização contra o suicídio. 💛🌻 [...] A caminhada, muitas vezes, não é fácil, não é mesmo? Enfrentamos muitas dificuldades, momentos de tristezas e aflições. Mas enquanto os nossos olhos estiverem nas circunstâncias e não em Jesus, fracassaremos. Que os nossos olhos estejam sempre na cruz! Te convido a correr no canal do Você Adora e conferir o vídeo “Isso É Que É Viver”. #setembroamarelo #issoequeeviver"


Já que ela nos convidou, então vamos ver o clipe né?!








Sorria!


Não há problema algum em sorrir e demonstrar alegria ao apoiar a prevenção ao suicídio. Sorrir nessa ocasião tem um motivo: o de contagiar o outro com bons sentimentos. E quem, nessa situação, recusaria um sorriso, abraço ou ombro amigo?! Aliás, agir assim pode ajudar, e muito, a pessoa depressiva. Até mais do que falar e expressar-se verbalmente. Demonstrar carinho e dizer pra ela "Eu posso te ouvir, posso ser seu ombro amigo. Desabafe comigo" tem efeitos inimagináveis e inenarráveis.

É claro que o depressivo deve procurar ajuda especializada de um psicólogo, do Centro de Valorização à Vida (CVV) ou pode ligar no 141 , mas em conjunto com isso pode contar com amigos e familiares.

E pra finalizar, quero que os programadores do Facebook coloquem o mais rápido possível a reação Aff para curtir comentários como esse que recebi. 'Né non'? J-J







Por: Emerson Garcia
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