sexta-feira, 17 de novembro de 2017

'RedeTV!' muda sua marca em seu aniversário

RedeTV! celebra seu 18º aniversário com nova marca. | RedeTV!



No dia de seu aniversário a RedeTV! estreia sua nova marca, porém o destaque é a trajetória da emissora dando ênfase a tecnologia, interatividade, promessas de inovação na programação envolvendo teledramaturgia em 2018 e os testemunhos de funcionários, jornalistas e apresentadores.







A RedeTV! entrou no ar oficialmente às 06h59m32s duma segunda-feira, 15 de novembro de 1999. A emissora deu lugar a transitória TV! - nome dado a rede que mesclava programas e plástica da extinta Rede Manchete. Antes, de facto, a RedeTV! deu lugar à antiga emissora fundada por Adolfo Bloch (1908-1995) em 1983. Esta foi a inserção comercial anunciando sua estreia:







O selo comemorativo ficou no canto superior da tela no lugar da habitual marca da empresa.


Selo RedeTV! 18 anos aparece na programação da emissora. | RedeTV!




A evolução da marca


Desde 1999 a RedeTV! quis imprimir ao público uma imagem de modernidade e interatividade. Seu símbolo - o ponto de exclamação - o segue desde os tempos da emissora transitória. Aos poucos a marca ficou mais limpa e com menos detalhes brilhantes, adotando a tendência do chamado flat design (marcas com características mais simples e/ ou opacas). Confira e compare:


Evolução da marca da RedeTV! de 1999 até 2017. | RedeTV! (montagem: LAYON YONALLER)




A RedeTV! possui cinco emissoras próprias (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza) adquiridas da extinta Rede Manchete, além de 49 afiliadas. É a quinta maior rede de televisão do Brasil e é pioneira em abolir as fitas de vídeo e manter seu acervo 100% digital.
















Por: Layon Yonaller, especialmente para o Jovem Jornalista

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

"Uma equipe dessas, bicho": Crítica de 'Liga da Justiça'

(Pode conter spoilers!)




Ontem (15) assisti à estreia do novo filme da DC Comics: Liga da Justiça. Antes de começar essa resenha preciso deixar claro que talvez não seja a pessoa mais indicada para falar da produção, pois ainda não assisti Batman Vs. Superman: A origem da Justiça e Mulher-Maravilha - filmes primordiais para o seu entendimento. Ao assistir Liga da Justiça, fiquei perdido algumas vezes e sem entender as coisas (Principalmente o começo e a rixa entre o Batman e Superman), o que salvou foram as minhas referências sobre o mundo dos heróis, uma vez que assisto várias séries desse tema. Só pra contextualizar esse post, o Thiago já falou de Batman Vs Superman e Mulher-Maravilha. Não deixem de conferir!

Liga da Justiça inicia-se após os eventos de Batman Vs. Superman. O mundo está em profundo caos e luto com a morte do Homem de Aço. Não há mais esperança e amor. Em meio a esse cenário, surge uma nova ameaça ao planeta Terra: um alienígena poderoso que quer destruí-lo a qualquer custo, o Lobo da Estepe. Batman, então, em meio ao luto da morte do Superman, se vê obrigado a reunir os maiores super-heróis para, juntos, salvar a Terra.

Claro que essa não será uma tarefa muito fácil. A primeira a ser recrutada é Diana Prince, a Mulher-Maravilha. Batman continua alistando os heróis para a Liga da Justiça. É interessante a abordagem que ele faz com cada um. Mesmo sendo poderosos, eles possuem fraquezas, dilemas e problemas. Assim, o Cavaleiro das Trevas e a Mulher-Maravilha conseguem trazer Flash, Cyborg e Aquaman para seus lados. Este último foi um dos mais difíceis de recrutar, mas depois de adicionado ele ainda demonstra uma certa relutância. 

Formada a Liga da Justiça, agora eles terão que unir forças, habilidades e poderes para derrotar de uma vez por todas o Lobo da Estepe. Ele está a procura de três Caixas Maternas (que estão escondidas) para colocar seu plano em prática. Segundo ele, essas caixas "não emitem poder, mas são o próprio poder". A primeira delas está na Ilha das Amazonas; a segunda, no mar, sob o domínio do Aquaman, e a terceira está sob a autoridade dos homens, na Terra. Em meio a muita luta, o Lobo da Estepe consegue as caixas escondidas na Ilha das Amazonas e no mar. 





Nesse ínterim, a Liga da Justiça necessita da ajuda de outro super-herói, mas tem um probleminha: ele está morto! Então, Batman e companhia tem a ideia de ressuscitá-lo. Eles vão até o local onde o Superman está enterrado, em seu caixão, e o imergem em uma espécie de lago, e desenterram a Caixa Materna que está sob o domínio dos homens. Assim, o Flash fica com ela nas mãos e corre para que a caixa entre em contato com o corpo de Superman (Lembrem-se que ela é o próprio poder!), que está dentro do lago. Quando acontece isso, o Homem de Aço ressuscita. Achei essa sequência de cenas cheia de forçações de barra. Como assim o Superman está morto há tanto tempo e não teve seu corpo decomposto? Tudo bem que ele é poderoso, mas também é humano alienígena. A parte que ele ressuscita foi legal, mas tem que relevar o tom fantástico e fantasioso.

Depois de ressuscitado, o Superman não reconhece seus "amigos" heróis e os ataca. A rixa entre ele e Batman volta à tona, além do Homem de Aço ser agressivo com todos. Mais dificuldades surgem, mas existe algo que acalma o Superman e faz com que ele relembre de sua vida. 

Após isso, o Lobo da Estepe consegue a terceira Caixa Materna, já que a Liga da Justiça estava tão envolvida com o Superman, que acabou se esquecendo dela. Estava claro pra mim que o Lobo da Estepe conseguiria pegá-la com o auxílio do exército de pardemônios. Foi algo bem fácil pra ele. 






Tempos mais tarde, o Superman relembra o seu passado e integra a Liga da Justiça. Agora ela estava completa. Muitos confrontos acontecem entre o Lobo da Estepe e a equipe de heróis. Agora esta precisa parar o vilão para que ele não consiga fundir as caixas e destruir o planeta Terra. Cada herói, com sua habilidade, une-se ao outro. Para mim, todos eles tiveram sua importância na missão, uns mais que outros. Me pergunto o que seria da equipe sem o Superman, pois foi só ele começar a lutar que fez estragos inimagináveis. Mas gostei muito da agilidade do Flash para salvar as pessoas e interferir no tempo-espaço, da habilidade da Mulher-Maravilha com a corda e suas armaduras de ferro, a brutalidade do Aquaman com seu tridente e dos artefatos técnicos e a perspicácia do Batman - que mesmo não tendo nenhum poder, se mostrou bem poderoso e importante para o grupo. Será que a Liga da Justiça conseguiu vencer o Lobo da Estepe?  

De uma forma geral gostei bastante da produção. Houveram momentos maravilhosos dos heróis em grupo e de suas histórias individuais. O filme conseguiu dosar bem as cenas de cada um. Não houve quem se sobressai-se mais. Cada um deles, mesmo com suas histórias individuais, formaram uma identidade própria da Liga da Justiça, criando conexões interessantes entre si. Foi ótimo ver a interação entre eles, principalmente entre Batman e Superman e Flash e Cyborg. Aliás, todos eles tiveram uma sinergia boa, mesmo que se zoem ou briguem em alguns momentos.

Este filme tem um clima mais aventuresco e cômico, com cenas dramáticas pequenas, mas necessárias. Gostei muito das de luta, principalmente porque assisti em 3D e ficou muito bom, e das piadas. Sobre essas, preciso dizer que o Flash roubou a cena com momentos engraçados e com sua "cara de paisagem". Com certeza, no mundo dos heróis eu seria o Flash, totalmente zoeiro e perdido na vida. O que sinto falta em sua série é desse ar cômico, e o filme da DC está recheado disso.





Também não posso deixar de citar os momentos bem humorados do Batman. Parece que ele está menos sombrio do que o conhecemos. Foi ele que me fez sorrir quando o Flash perguntou pra ele: "E você, qual é o seu poder?!". Ele respondeu: "Eu sou rico!" kkkk Queria eu ter um poder desses!

O trabalho de produção está OK, com boa trilha sonora, montagem e fotografia - embora em algumas cenas a achei bem escura. Merece destaque também a direção artística que teve um cuidado em criar os uniformes dos heróis, que não ficaram artificiais, mas bem fidedignos com os quadrinhos.

O filme é bem dinâmico e sem muitas encheções de linguiça. Ele foi relativamente curto, com cerca de 1h45 min, mas suficiente para contar bem a história. Em sua duração foi possível apresentar os heróis individualmente, depois passou-se para a parte da recruta, explicou-se sobre as Caixas Maternas, a motivação do Lobo da Estepe e, por último, a batalha final. Acredito que só essa última foi um pouco prejudicada. Na verdade eu queria muito mais lutas, mas quando vi elas já tinham acabado. 





Liga da Justiça possui duas cenas pós-créditos que obriguei quem tinha ido comigo à vê-las (Eles queriam vir embora quando começou os créditos, vê se pode?!). A segunda é melhor que a primeira, mas as duas são boas. A primeira é um confronto entre dois super-heróis da Liga e a segunda acredito que é o gancho para o segundo filme, quando o vilão (Quem será?!) fica com inveja e quer formar a sua própria Liga. 

Esta é uma produção que recomendo que assistam se gostam de filmes de heróis e de histórias baseadas em quadrinhos. De forma geral, Liga da Justiça está bem redondinho. Só não façam como eu antes de ir ver e assistam os dois filmes antecessores. Até a próxima! J-J






Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O feriado que ninguém se lembra: resultado de uma república ilegítima desde 1889

No quadro "Proclamação da República" ache alguém do povo que apoiou o QUINZE DO ONZE | Benedito Calixto (óleo sobre tela: 1893)


Caros leitores, há 128 anos nesta data o imperador do Brasil Dom Pedro II foi deposto por uma quartelada de militares teleguiados por meia pataca de republicanos que sequer conseguiu cinco por cento das cadeiras do parlamento na época imperial. Os mesmos golpistas que prometeram que em quatro anos fariam uma eleição em manter o regime ou retornar a monarquia só foi realizado em 1993 - é claro, com toda a lavagem cerebral feita em décadas - plantaram a semente que nos deram políticos profissionais e picaretas que reinam ilegítimos em nossa pátria.

Se a maioria esmagadora sequer se lembra que a cada 15 de novembro é feriado e porque ele é, é prova tácita de que a proclamação da república não teve adesão orgânica e espontânea do povo (do povão mesmo!); ao contrário do 07 de setembro onde brasileiros comemoram a independência do Brasil a Portugal. Este vídeo da TV Jornal/ SBT (Recife) mesmo em tom de troça e humor é a prova de que O QUINZE DO ONZE é mais um feriado qualquer.







O jornalista republicano Aristides Lobo escreveu de forma honesta de que maneira foi feita a mudança de regime:

"Por ora, a cor do governo é puramente militar e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só porque a colaboração do elemento civil foi quase nula. O povo chorou com aquilo tudo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada!"



Após o fato ocorrido, de forma covarde os conspiradores expulsaram a Família Imperial Brasileira discretamente, longe dos olhos populares por temerem uma reação mais violenta. Não é à toa que movimentos que estavam no limiar de (parecer) restaurar a monarquia foram completamente esmagados a exemplo do que ocorreu de forma covarde e vil na Guerra de Canudos (1896-97).


Falsos heróis, falsas histórias e consequências


Os "estados unidos" do Brasil. | Wikipédia em Português



Para dar ar de legitimidade a república mudaram-se símbolos, bandeiras e outros adereços que lembravam os tempos da monarquia. Nada de lembrar a ousadia de D. João VI em enganar Napoleão Bonaparte e mudar a corte portuguesa ao Brasil; e riscar os feitos de D. Pedro I como libertador da nação e desconsiderar os feitos corajosos de D. Leopoldina em assinar nossa separação com Lisboa e da princesa Isabel em libertar os escravos. A república escolheu como "heróis" o bandido, assassino e escravagista Zumbi dos Palmares, além do agitador político e, por conseguinte, boi-de-piranha Tiradentes.

Por quatro dias a bandeira Nacional foi um arremedo de imitação da equivalente dos Estados Unidos, só depois trocada no formato atual. Aprendemos a debochar de nossa história e daqueles que sacrificaram suas vidas e reputações em querem uma pátria livre de fato (e isso se vê muito na mídia e nos livros mentirosos do MEC). A política como meio de resolver os problemas da nação, tendo na figura do imperador a garantia da ordem, deu lugar ao balcão de negócios a olhos vistos de safados "eleitos democraticamente" diga-se de passagem.

A república brasileira nos deu SEIS constituições, CINCO interrupções de regimes entre golpes, contragolpe e revoluções, inúmeras ameaças de ingovernabilidade, TRÊS regimes autoritários e não tivemos MAIS QUE TRINTA ANOS de um regime republicano sem ameaças de qualquer governo do presidente do Brasil estar no limiar de terminar o mandato sendo impedido de governar. Se falamos hoje de "intervenção militar" e "nova constituinte exclusiva" é porque a república foi um erro crasso, irresponsável e mortal perante todos nós brasileiros.

De que adianta eleições, se temos uma péssima safra de políticos e coronéis que mandam de fato no Brasil, um povo que troca sua consciência por um prato de comida, urnas eletrônicas suspeitas e passíveis de fraude, uma corte como o STF cheia de "ministros" com relações pornograficamente imorais com os mesmos donos do poder? Nosso futuro foi roubado porque um marechal soube que um outro homem (que ficou com uma mulher que ele amava no passado) iria assumir o governo imperial e o mesmo marechal moribundo caiu na balela de que ele seria preso. É isso mesmo, caros leitores! Foi assim que a república no Brasil começou.

Fique com esse comentário do jornalista e político Paulo Eduardo Martins que desnudou toda a mitologia em relação à república:






Hoje não é feriado, é apenas um dia para não se fazer nada. É um mero QUINZE DO ONZE.

Até mais, pessoal. J-J

















Por: Pedro Blanche

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A defesa do indefensável: Rachel Sheherazade defende William Waack, Boris Casoy e Reinaldo Azevedo

















U
ma atitude de uma jornalista na semana passada (10) me revoltou. Trata-se da âncora do jornalismo do SBT, Rachel Sheherazade, que defendeu o colega de profissão William Waack e sua posição racista e preconceituosa. Claro que os internautas sensatos partiram para o ataque contra Rachel. Eu também partiria. Mesmo também sendo jornalista, não posso corroborar com o comentário de Waack, muito menos com o posicionamento de Rachel que, além de estar ao lado do agora ex âncora do Jornal da Globo, ainda "passou a mão na cabeça" de figuras como Boris Casoy e Reinaldo Azevedo.

A jornalista foi conhecida por sua opinião forte, polêmica e incisiva. Isso chamava a atenção dos telespectadores, críticos e profissionais da área. Agora, ela também imprimiu uma opinião forte, mas acabou que seu tiro saiu pela culatra. Seu pecado foi confundir o profissionalismo de Waack, com sua falta de caráter; foi relativizar o racismo e preconceito; e foi colocar no mesmo saco liberdade de expressão e a opinião canalha de Waack. 

Este post terá o objetivo de destrinchar os seguintes tópicos: comentário racista de Waack; defesa infeliz de Rachel Sheherazade; Amenizando as falas de Boris Casoy e Reinaldo Azevedo; Rachel Sheherazade; e o desejo de Rachel.


Comentário racista de Waack

Durante o intervalo de um noticiário da TV Globo, em frente à Casa Branca, Waack (sem saber que estava sendo gravado) faz o seguinte comentário para outro jornalista, após alguém buzinar na rua (com grifos):

"Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é... é preto. É coisa de preto!"


No vídeo, dá pra perceber claramente que Waack cochicha com o colega para não ser ouvido pelos outros, mas o áudio e as imagens foram bem captadas por um ex-funcionário da Globo que "não acreditou que estava ouvindo aquilo e resolveu gravar". Assista e tire suas próprias conclusões:


O que mais me indigna no vídeo não é a buzina nem a intolerância um tanto mal educada de Waack com relação à ela, mas o comentário racista e como ele é repercutido depois. O ex âncora, que tem a pele branca, dissemina sua fala cheia de preconceitos para o outro, que também é branco. Logo depois os dois riem como se aquilo tivesse muita graça. Esse é só um simples exemplo de como os brancos podem ser sádicos, covardes e incompassivos com os negros. O riso debochado dos jornalistas representa a supremacia branca e como ela ainda é impiedosa com os negros.

A atitude de Waack foi rechaçada não só por populares, como pela própria Globo, que afastou o jornalista da programação. Um limite e um basta tiveram que ser dados, pois, ao contrário do que se imagina, o racismo ainda é presente. Leia o comunicado da emissora (com grifos):

A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestação. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida.

Nele, minutos antes de ir ao ar num ao vivo durante a cobertura das eleições americanas do ano passado, alguém na rua dispara a buzina e, Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista. Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação.

William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo. A Globo, a partir de amanhã, iniciará conversas com ele para decidir como se desenrolarão os próximos passos.”


O afastamento de jornalistas, celebridades e artistas após infortúnios é uma atitude protocolar da Globo. O mesmo já aconteceu com Victor, do Victor e Léo, e com José Mayer. Essa é a atitude mais sensata da emissora que não quer ser vinculada com atitudes racistas, violentas e de assédio, por exemplo. Mais do que perder um grande talento ou um ás do jornalismo, o canal preocupa-se com sua reputação. 

Contudo, Waack foi defendido e teve sua atitude relativizada pela colega de profissão, Rachel Sheherazade.


Defesa infeliz de Rachel Sheherazade

O comentário racista de Waack pode ser endossado? Para Rachel sim! Mesmo que ela não tenha dito isso com todas as letras. Veja a postagem em seu Instagram:





Vou transcrever seu comentário (com grifos):

"Um dos jornalistas mais brilhantes da TV brasileira foi o último alvo dos fundamentalistas da moral seletiva. Caiu na armadilha pérfida dos coleguinhas invejosos, esquerdistas acéfalos e medíocres de todas as nuances. O "hipocritamente correto" venceu mais uma vez. Feriu de morte o brilhante Paulo Francis, atropelou Boris Casoy, trapaceou Reinaldo Azevedo e agora condenou à execração pública William Waack. E o jornalismo brasileiro fica a poucos passos da total acefalia

#semWaacknãodá"



Agora, vou dividir por tópicos, para facilitar o entendimento e a compreensão.



1- Brilhante ele pode até ser: Brilhantismo e profissionalismo não podem ser maiores que um comentário preconceituoso e racista. A Rachel fala de 'esquerdistas acéfalos' e de um jornalismo acéfalo, mas ela também agiu assim. Colocar as qualidades profissionais de Waack acima do seu comentário racista é ser acéfalo, não pensar e ter merda na cabeça. Antes dele ser profissional, ele é um ser humano e, aliás, um péssimo ser humano diga-se de passagem.



2- "Caiu na armadilha...": Agora mostrar a faceta de alguém é criar armadilhas? O ex funcionário da Globo agiu de forma extraordinária e, acredito, não para ferrar Waack, mas para mostrar quem ele realmente é. Não teve essa de inveja, nem de 'golpe' da esquerda, nem nada. Rachel quis politizar uma questão que tem a ver com falta de caráter e apenas isso. Me parece que Rachel é de direita e que todos os fatos que observa já fala: "Isso foi a esquerda". Não é bem assim. 



3- A moral seletiva e "O 'hipocritamente correto' venceu mais uma vez...": Desde quando selecionamos aquilo que é passível de criticar ou rechaçar? Agir com racismo é péssimo, assim como com preconceito à classe LGBTQ+. Quando observamos quaisquer dessas atitudes não estamos selecionando nada. Quando Rachel fala do 'hipocritamente correto' diz que as pessoas que criticaram a atitude de Waack também possuem preconceitos enraizados, o que até pode ser verdade, mas a jornalista, com isso, relativiza o comentário racista do ex âncora da Globo, além de passar a mão na sua cabeça. Na entrelinha, quem deveria continuar vencendo é o 'brilhante jornalista', porém racista pra cacete. 



4- "Total acefalia": Para Rachel, sem o brilhantismo de Waack (#semWaacknãodá) o jornalismo passará a ser burro, sem reflexões e capacidade de pensar. Se sem Boris Casoy e Reinaldo Azevedo já estava ruim, imagina sem Waack agora?! Mas é preferível ter um jornalismo acéfalo, do que um com preconceituosos. "Mas, Emerson, ele comentou em off e isso não tem nada a ver com a profissão dele". Tem sim, já que ele entraria no ar e estava de terno e gravata. Se ele dissesse isso em uma roda de bar ou entre amigos era uma coisa (E teria que lidar com outras esferas!), mas ele disse como jornalista e ao vivo. Graças, que sua fala foi capturada. O jornalista pode, em algumas vezes, imprimir sua opinião, mas o que Waack fez no vídeo foi imprimir uma opinião racista e escrota



Amenizando as falas de Boris Casoy e Reinaldo Azevedo

A âncora do principal jornal do SBT além de defender Waack, ainda defende seus coleguinhas de direita: Boris Casoy e Reinaldo Azevedo. Vamos relembrar o que ela disse?

 "O "hipocritamente correto" venceu mais uma vez. Feriu de morte o brilhante Paulo Francis, atropelou Boris Casoy, trapaceou Reinaldo Azevedo e agora condenou à execração pública William Waack."



Pelo que ela fala, parece que os jornalistas sofreram verdadeiras tragédias profissionais e foram injustiçados, não é? Contudo, do mesmo modo que ela relativizou o comentário racista de Waack, ela o fez com as atitudes de Casoy e Azevedo, achando que as pessoas se esqueceram delas. Mas estou aqui para relembrar.

O Boris Casoy, famoso âncora, foi afastado do jornalismo televisivo logo após agir com preconceito com os garis. O caso tanto repercutiu que o experiente jornalista foi condenado a pagar R$ 60 mil ao gari ofendido. Para Rachel Boris caiu na armadilha. Armadilha esta que nos fez saber quem realmente ele é. Para ela, o jornalista foi uma vítima da esquerda, que gravou sua fala de propósito e abriu seu áudio. Como se falar o que ele falou em off ou abertamente fizesse muita diferença. Vamos ao vídeo (Preste atenção no pedido de desculpas):





Vou transcrever o que Boris disse e a fala da produção:

"Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho. 


- Deu pau, deu pau. Tá sem ar."


Agora, pergunto à defensora Rachel: como pode ter sido armadilha, se foi um defeito técnico?! O interessante também é o pedido de desculpas do jornalista no outro dia, com a voz toda empostada e culpabilizando o problema técnico: "Ontem, em um vazamento de áudio..."

O comentário de Boris demonstra um preconceito escrachado à profissão dos garis, como se ela não tivesse sua importância, nem que ele precisasse que os garis juntassem o lixo da sua casa, que, com certeza, deve conter papéis higiênicos com seu cocô. A fala do jornalista mostra o preconceito velado das pessoas de maior poder aquisitivo e com uma profissão bem remunerada em relação aos garis - que fazem parte de uma profissão como qualquer outra e é um trabalho digno como qualquer um.

Reinaldo Azevedo, por sua vez, pediu demissão da Veja e Jovem Pan, após divulgação de grampo de suas conversas com a irmã de Aécio Neves. Este final também foi mostrado por Pedro Blanche aqui no blog. A derrocada definitiva foi resultado de várias atitudes e comportamentos nada jornalísticos e imparciais do jornalista. Reinaldo fez de um tudo: trapaceou, enganou, mentiu. Pedro realizou uma linha do tempo sobre isso:


1 - Tudo começou no dia 11 de maio de 2016, quando apontei suas trapaças jornalísticas.
3 - Por causa deste post supracitado o JJ conseguiu o maior número de visitas em sua história. Agradeci dois dias depois.

4 - Já no dia 16 de novembro do mesmo ano mostrei a guinada decadente do Frangonaldo e suas posturas.



Mesmo com todos esses apontamentos, agora Rachel o defende. Defende o que ele disse em áudio vazado, suas posturas e atitudes jornalísticas. É de lascar, não é?!

Será que por defender as atitudes de William Waack, Boris Casoy e Reinaldo Azevedo, a âncora do SBT Brasil não tem um pouco do perfil, postura e atitude deles?


Rachel Sheherazade


Rachel é famosa por sua opinião forte e de reflexões profundas. Ela era acostumada a falar o que pensava, até que se envolveu em várias polêmicas por conta disso. Foi ela quem disse "Adote um bandido" e "A opinião de um artista sobre política não vale nada". Tais comentários renderam a ela uma denúncia por apologia ao crime e a censura de sua opinião pelo patrão do SBT. A posição da jornalista agora é mais contida e cuidadosa, de acordo com a linha editorial da emissora. Ela foi proibida de expor sua opinião pessoal sobre os assuntos. 

Quando Rachel defende Waack, Casoy e Azevedo ela mostra que é a favor da opinião pessoal no jornalismo porque isso fazia parte de seu perfil. Pra ela não importa se esta seja dotada de preconceitos, estereótipos ou tenha teor racista. O que importa mesmo é que ela seja falada aos quatro ventos. A própria Rachel pôde ser vista (Ênfase no PÔDE SER!) como preconceituosa quando pouco se linchou para os direitos humanos dos bandidos. Desse modo, "Adote um bandido" equipara-se, para ela, ao "Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras" e "Não vou nem falar, porque eu sei quem é... é preto. É coisa de preto!".

A jornalista fala de "criar armadilhas" sobre a opinião dos jornalistas. Será que ela acredita que o que foi dito por eles deveria ser falado sem filtros e vazamentos de áudios? Ao vivo? Ou essa fala deveria ser dita em off, em uma roda de bar com amigos?! Acredito, piamente, que ela queria que as opiniões preconceituosas, racistas e inverdadeiras fossem ditas em rede nacional, a julgar o seu perfil de opinar ao vivo


O desejo de Rachel

Não há com defender o indefensável. E não há como encobrir opiniões nojentas, imbecis e preconceituosas debaixo de uma carreira jornalística brilhante. William Waack, Boris Casoy e Reinaldo Azevedo (Esse não!) são brilhantes? Sim, são, mas não posso relativizar e amenizar suas atitudes, mesmo sendo da mesma profissão que eles.

O que Rachel Sheherazade quer é que passemos a mão em suas cabeças e deixemos que eles emitam suas opiniões. Na verdade, seu desejo é que os adotemos. Adotemos esses 'bandidos' que cometem crimes de preconceito, racismo e trapaças jornalísticas. Aí não. Não mesmo! J-J






Por: Emerson Garcia
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