quinta-feira, 25 de maio de 2017

Quinta de série: Trial & Error








Trial & Error é a série do Quinta de série de hoje. Essa é um sitcom de comédia em formato de documentário, sem a presença de saco de risadas. Ela é uma produção da NBC - de autoria de Jeff Astrof e Matthew Miller - que já conta com 13 episódios de 20 minutos na primeira temporada. A segunda temporada já está confirmada.

T&E é uma antologia. A primeira temporada relata a história de um jovem advogado de Nova York chamado Josh Segal que trabalha em seu primeiro caso. Ele é contratado por um professor do interior, Larry Henderson, que é acusado de assassinar a esposa e arremessá-la por uma vidraça. 

Josh, sem muita experiência, contará com uma equipe tão estranha quanto ele: a secretária Anne Flatch e o investigador Dwayne. Eles se reunirão em um diferente escritório de advocacia localizado em uma loja de animais empalhados. Para piorar toda a situação, o acusado de assassinato não está disposto a ajudar o advogado e a cada passo que dá se complica mais, levando ele a ser o principal suspeito da morte da mulher.

São tantos problemas que Henderson arruma, que será difícil alguém acreditar, até mesmo sua equipe. À cada episódio, uma nova descoberta, e a cada capítulo, o suspeito se complica mais, o que deixa os telespectadores surpresos, mas também com vontade de sorrir, pois são situações engraçadíssimas.

T&E me lembrou muito a primeira temporada da série antológica American crime story: The People v. O.J. Simpson, por ter uma vibe criminal. Adicionado à isso, o humor. A série me remeteu à produção criminal de Ryan Murph também por à cada início de episódio ter a seguinte frase: "The People v. Larry Henderson"T&e permite a compreensão do universo criminal e do direito - mesmo que superficialmente - com boas sacadas de comédia.






Como falei no primeiro parágrafo, é uma série em formato de documentário - o que trouxe mais peculiaridade. Os personagens são entrevistados; aparece o nome e a função de cada um (como em documentários e produtos noticiosos); a câmera de filmagem traz um ar de aquilo ser um produto verídico pelo movimento e estilo; são inseridos tarjas e borrões quando um personagem está nu, fala palavrão ou faz um gesto obsceno. 

É interessante o formato, superou um pouco as minhas expectativas. Achei que ficaria entediado, mas não. O documentário foi usado com um porquê e um propósito. Até os recursos empregados deste fazem muito sentido na produção.






T&E começou bem devagar e ruim, tanto que já estava esperando seu cancelamento - como aconteceu com Making History, que eu fiz um Primeiras Impressões. À cada episódio, a série cresce, te deixa intrigado e com vontade de ver o próximo. Afinal, quem matou a mulher de Larry? Será que foi ele mesmo? Tudo leva a crer que foi, mas... Os cliffhangers de um capítulo para o outro são muito bons, e eu aconselho ao leitor que se interessou por T&E a assistir na ordem (Sim! Tem produções que você pode ver alternada, essa não!). 

Além disso, merece destaque os atores e a construção de personagens. John Lithgow está hilário no papel de suspeito e quem estava acostumado a vê-lo apenas em filmes, irá se surpreender. Jayma Mays - que faz a personagem de acusação Carol Anne Keane - está excelente e fará você sentir uma nostalgia boa de quando ela estava no elenco de Glee (Esse papel tinha que ser dela!). Nick D'Agosto - que faz o advogado de defesa Josh Segal - está muito engraçado e transmite a insegurança que o personagem pede. Além disso, merece destaque a equipe de Josh: Anne Flatch e Dwayne - personagens riquíssimos, esquisitos e cheios de problemas.

Agora, conheça-os em detalhes.



Personagens




Josh Segal: Advogado de defesa de Larry Henderson, um tanto atrapalhado, confuso e inseguro. No decorrer dos episódios, irá se apaixonar por uma personagem que não deveria, em hipótese alguma, se apaixonar.






Larry Henderson: Suspeito de ter matado a esposa, ama gatos, andar de patins no jardim de casa e cozinhar pelado em casa, além de guardar segredos bem obscuros.






Anne Flatch: Secretária da advocacia de Josh que não identifica a fisionomia das pessoas, mas sim seus gestos. Pra ela saber quem é quem precisa colocar uma etiqueta. Anne é muito engraçada e coleciona uma série de doenças, como rir em momentos de tragédia e andar de costas quando está gripada. Uma das melhores personagens de T&E!






Dwayne: Investigador da advocacia com raciocínio lento, que não sabe fazer contas, nem pescar as coisas no ar. 






Summer Henderson: Filha de Larry Henderson, que ajudará a provar sua inocência, mas que acabará se complicando com seu passado. Se apaixona por um dos personagens da série (Não, não é o Josh! Acharam que ia ser fácil descobrir o spoiler, bitches?! kkkk).







Carol Anne Keane: Advogada de acusação disposta a colocar Larry Henderson na cadeia. Também terá momentos complicados na série (Afinal, quem não se enrola nessa série?! rsrsrs).



Crítica

É uma boa série com cenas hilariantes e divertidas. Em alguns momentos estava rindo de forma natural, sem esforço nenhum. No começo achei que o humor seria somente por conta de John Lithgow, mas todos os outros atores me divertiram.

Com sugestão para a segunda temporada, espero que foquem mais em suspense e que tragam uma história tão boa quanto essa. 



Audiência 


T&E teve uma audiência modesta em seu primeiro ano, mas tem muito apoio interno da NBC



Sobre a segunda temporada

A emissora NBC demorou para decidir se a série continuaria. Por fim, ela acabou sendo renovada, devido as novas diretrizes de esperar que produções de humor engrenem e caíam no gosto do público. 

A proposta é que a cada ano a série apresente uma história nova, com personagens e ambientações diferentes. Os realizadores planejam trazer outro ator conhecido para um dos papéis principais.


Fica a dica para essa quinta-feira então. J-J






Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 24 de maio de 2017

"Que final horrível, hein Arruinaldo Azevedo?!" - O jornalista está fora da Veja e Jovem Pan

Frangonaldo, a Ave Azeda! | Spacca



Caros leitores, nunca antes imaginei que o apelido dado pelo Olavo de Carvalho ao jornalista Reinaldo Azevedo fosse tão profético. Qual apelido? O de ARRUINALDO AZEVEDO (ou o recente REINALDO AZEBUNDA). Isto sem citar os outros, como REINALDO AZEDO e FRANGONALDO AVE AZEDA (de charges do cartunista Spacca). 

Depois de ter áudios da conversa dele com Andrea Neves (irmã de Aécio) revelados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por uma coincidência magnânima, Reinaldo Azevedo está fora da revista Veja e da rádio Jovem Pan. Mesmo dizendo que foi ele quem pediu demissão de ambas empresas, este dia de 23 de maio de 2017 está cravado como o fim oficial do puxa-saco dos tucanos. Daquele que se gabava de ter quatro empregos (IGUAL A ROCHELLE!). Agora tem dois: uma coluninha na Folha de S. Paulo e comentários na RedeTV! com suas camisetas horríveis de cosplay do saudoso apresentador da Band, Bolinha.


Reinaldo fazendo cosplay de Bolinha na RedeTV! | imagens de internet



Aqui no Jovem Jornalista publiquei vários textos demonstrando sua desonestidade e histeria. De algum tempo pra cá (não mais que dois anos) Reinaldo decaía em texto, qualidade e coerência.

1 - Tudo começou no dia 11 de maio de 2016, quando apontei suas trapaças jornalísticas.
3 - Por causa deste post supracitado o JJ conseguiu o maior número de visitas em sua história. Agradeci dois dias depois.
4 - Já no dia 16 de novembro do mesmo ano mostrei a guinada decadente do Frangonaldo e suas posturas.




Que final horrível, hein?!

Depois de ter criticado a operação Lava Jato, brigar feio com a jornalista Joice Halssemann, meter o pau no juiz federal Sergio Moro, apoiar o desarmamento, agora vemos como termina esta história do Milhouse de Dois Córregos: falando com a irmã do senador Aécio Neves. É lógico que até onde se sabe, as escutas em nada incriminam o jornalista, mas já fazia tempo que era um cupincha do pessoal do PSDB. E que ironia, para alguém que já escreveu que o filósofo Olavo de Carvalho estava em seu "fim triste", ter seu desligamento dos dois veículos de mídia. Essa é, digamos, uma vingança a arrogância de Reinaldinho.

Discute-se também nesta alta roda que ao liberar os áudios o STF feriu o princípio do sigilo da fonte, o que apenas externa o quanto os ministros da Corte já perderam a vergonha em rasgar a Constituição e legislar a seu bel prazer usando gambiarras jurídicas impunemente. A ditadura dos juízes é grave, ainda mais numa república decadente e corrupta como a brasileira.


"Vai dar a bunda, Reinaldo."

Leitores, fecho este texto com uma das frases que sintetiza esta nova fase da Frangonalda. Depois de ter escrito um texto a respeito de outro do ex-colega de Veja, Diogo Mainardi (a anta agonizante!), este último mandou uma resposta que se tornou viral no Twitter:









Só uma dúvida: será que depois disso o Reinaldo vai falar mais sobre uma matéria que ele fez sobre a venda da TV Record à Edir Macedo usando dinheiro do narcotráfico ou vai deixar isso quieto como deixara há muito tempo atrás? 






Até mais, pessoal. J-J















Por: Pedro Blanche

terça-feira, 23 de maio de 2017

Aquela cena: "Eu sou a mosca que pousou em 'Breaking Bad' "







Recentemente - quando falei do fenômeno Breaking Bad - disse que traria uma cena emblemática de um episódio focado apenas em um inseto: uma mosca. Esse capítulo de BB, pra mim, foi um dos mais diferentes e interessantes de toda série. Enquanto a maioria das pessoas o odiaram (A nota no TVST para ele foi de 4,4/10, para terem uma ideia!), eu gostei (Sim, tenho um gosto bem estranho! rsrs).

Eis as coisas que mais me chamaram a atenção em Fly - 3X10 (título do episódio): os diálogos entre Walter White e Jess Pinkmann; o enredo; ele inteiro passar em apenas um local (o laboratório de drogas); revelações, dramas e conflitos; e claro, a mosca! 

Walter White e Jess Pinkmann passaram o capítulo inteiro para matá-la. Segundo o químico, ela tinha que morrer, pois o lote de drogas poderia ficar contaminado. No início, Pinkmann achou uma bobagem, mas depois foi rumo à caça, do tanto que a obsessão de White aumentou.

Compilei o Aquela cena de hoje em vários trechos. Percebam o que White faz para capturar a mosca e o tanto que ela é sagaz, chata e barulhenta. Vejam também se eles conseguem matá-la e como isso acontece.






E vocês? Acham que a obsessão de White com uma mosca era pra isso tudo? Alguma mosca já irritou vocês? Como foi? O que fizeram pra dar fim à ela? Digam nos comentários e participem desse quadro dando sugestões de cenas! J-J





Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Parto humanizado: esclarecimentos, riscos e benefícios





Vamos falar de uma nova moda? Sim, virou moda entre as gestantes o parto humanizado. 

Para começar, o que precisamos saber é que o parto humanizado é apenas o parto normal. As adeptas realizam em casa, sem acompanhamento médico, apenas com uma doula (ou parteira) e/ou enfermeiro obstetra. 

O parto não é só o ato de ter o bebê (parir). Ele é complexo e exige um esforço praticamente sobre-humano da mãe e uma resistência muito alta do bebê, este que já passou por várias seleções naturais dentro do ventre. O parto é a última seleção pela qual ele vai passar antes de nascer, que pode gerar risco de morte tanto para a mãe quanto para o bebê.

Claro que o parto normal é a melhor e mais natural via de nascimento. Quando tudo dá certo, nada de complicações, nenhum fator de risco aumentado, ele é o caminho mais indicado. Mesmo com tudo correndo de maneira adequada durante a gestação, ainda há problemas que podem surgir no meio do caminho.





Todo médico obstetra que conheço não indica o parto sem o devido acompanhamento médico. Há sim um alto número de cesáreas - até exagerado - alguns antes do termo fetal. Só que passar a não ter um parto no hospital, com todo aparato de socorro para uma possível intercorrência, é para mim uma ideia completamente maluca.

O número de acidentes que podem ocorrer - e que ocorrem na dura realidade - é surpreendente. São dados não divulgados na grande mídia exatamente porque poderia atrapalhar a campanha pelo parto normal que vem tendo há algum tempo no país.

Ressalto que em todo parto existem riscos e benefícios, os quais devem ser esclarecidos pelo obstetra. Na Inglaterra já é lei o médico esclarecer todos os riscos do parto para a gestante.

























Nenhuma mãe que planeja sua gestação, parto e bebê acredita que pode haver intercorrências, muito menos risco de morte. É difícil pensar em algo ruim quando se trata de uma nova vida, mas é necessário estudar cada detalhe, risco e possível benefício, para que essa nova vida possa vir em segurança e saudável a esse mundo.

Poderia aqui colocar números e casos assustadores que acompanho sendo do setor administrativo de uma clínica de ginecologia e obstetrícia - e nem vou dizer que é mais um ideal feminista que coloca mulher e criança em risco - mas é preciso deixar a pessoa pensar pela própria cabeça. Nem sempre o que é moda é o melhor para você. J-J






Por: Stephanie Ferreira
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