domingo, 25 de junho de 2017

Um pequeno histórico da comunidade LGBTQ+: Stonewall e a Parada LGBTQ+



Em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ+, teremos 7 postagens especiais sobre essa comunidade  e falaremos sobre assuntos que a envolva. Escolhemos fazer essa semana em homenagem a revolta de Stonewall que teve início no dia 28 de junho de 1969, o que foi um marco importante. Começamos no dia 25 pois é quando acontece a parada LGBTQ+ em New York, onde tudo começou.

No dia 28 de junho de 1969, em New York, aconteceu uma batida policial em um bar que era frequentado por pessoas LGBTQ+. Nessa época, pouquíssimos estabelecimentos aceitavam a presença desse público e os que permitiam geralmente eram bares. As batidas policiais eram bem frequentes, mas a comunidade local estava saturada de toda essa violência.

Em uma das batidas um grupo de travestis foi preso, e isso gerou muita indignação nas pessoas presentes e foi aí que teve início a revolução. Elas começaram a investir contra os policiais, que para se defenderem, se trancaram dentro do próprio bar. Os homossexuais, travestis e cia começaram a apedrejar o lugar, atearem fogo e ainda tentaram abrir a porta do estabelecimento à força.

Com toda essa resistência, acabou sendo necessário reforços policiais, mas não foram muito úteis. A comunidade LGBTQ+ continuou lutando e protestando contra a polícia e arremessou tijolos, garrafas, pedras, etc. Depois de toda essa disputa, as coisas aquietaram um pouco.

No dia seguinte, tanto a polícia quanto os protestantes voltaram ao bar. Eles escreveram mensagens nas paredes, pedindo direitos iguais. Não muito tempo depois, o combate entre os frequentadores do bar e os policias começou novamente. Aqueles jogavam pedras, tijolos e garrafas nestes.



Foram seis dias de embate. Todos os confrontos só tiveram fim quando o Presidente da Câmara decidiu acabar com a violência que vinha por parte da polícia. Então, o bar foi reaberto e todos seus antigos frequentadores retornaram. E foi assim que deu-se início a parada LGBTQ+ e o Dia do Orgulho LGBTQ+, que geralmente é comemorado no dia 28 de junho (ou datas próximas) por causa da rebelião de Stonewall.

Muitas pessoas (principalmente aquelas que não fazem parte da comunidade LGBTQ+) acabam olhando a parada como uma festa, mas não entendem que não é só isso. As paradas LGBTQ+ que acontecem todos os anos tem temas muito importantes que são discutidos e protestados. 



No último domingo (18) aconteceu a Parada LGBTQ+ de São Paulo. Seu tema foi “Estado Laico” e seu slogan era “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”. 

Segue abaixa uma lista dos temas discutidos nos últimos dez anos nas Paradas LGBTQ+ de São Paulo: 

2007 - "Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia"
2008 - "Homofobia mata! Por um Estado laico de fato"
2009 - "Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia dos direitos!"
2010 - "Vote contra a homofobia: Defenda a cidadania!"
2011 - "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!"
2012 - "Homofobia tem cura: educação e criminalização."
2013 - "Para o armário nunca mais – União e conscientização na luta contra a homofobia."
2014 - "País vencedor é país sem homolesbostransfobia: chega de mortes! Criminalização já!"
2015 - "Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim: respeitem-me"
2016 - "Lei de identidade de gênero, já! - Todas as pessoas juntas contra a transfobia!"
2017 - "Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado laico"

Podemos concordar que ainda falta muito o que ser discutido. Os temas são coisas recorrentes, como a homofobia, que ainda é algo presente no dia a dia de muitos membros da comunidade LGBTQ+. 

Do mesmo jeito que acontece aqui, acontece em New York, onde foi o início de tudo. Eu não consegui encontrar na internet a lista com os temas abordados mais recentes da parada de NY, mas fica claro que não é uma festa, e sim uma forma de manifestação.

E assim terminamos o primeiro post de uma sequência de sete da Semana do Orgulho LGBTQ+. Não deixem de conferir! J-J



Por: Thiago Nascimento

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Programa "Igual porém Diferente" #3




Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento da Pastelaria do Chian começa agora o programa Igual porém Diferente.  

Neste programa irei mostrar uma música original e uma versão dela aonde vocês irão se deleitar com canções iguais porém diferentes. Hoje vou mostrar a música Thriller do Michael Jackson e a sua versão indiana. 


Original




Versão Indiana




Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Um bom fim de semana repleto de felicidades. Beijos e abraços. J-J

Por: Arthur Claro

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Quinta de série: New Girl







No Quinta de série de hoje falarei de um sitcom de comédia da Fox que irá para sua sétima e última temporada esse ano: New Girl. Após 11 episódios encomendados inicialmente em setembro de 2011, a Fox pediu mais 13, totalizando 24. NG, portanto, se tornava a primeira série fall season de 2011-2012 a ter uma temporada completa. Atualmente, depois de 6 temporadas, possui 138 capítulos. NG foi criada por Elizabeth Meriwether.

A série conta a história de uma garota chamada Jessica "Jess" Day - interpretada pela querida atriz Zooeh Deschanel - que logo no primeiro episódio sofre uma desilusão amorosa (Quem nunca né?) ao ser traída por seu ex namorado. Ela, que morava com ele, vê-se obrigada a morar em outro lugar. Encontra um quarto de apartamento onde três homens solteirões vivem: Nick, Schmidt e Winston.

Jess contará com a ajuda de logo três homens para superar as decepções da vida. Juntos eles tentarão ajudá-la a aprender sobre o amor, a vida e principalmente sobre si mesma. A garota também será consolada por sua amiga, Cece, que trará equilíbrio, conselhos, dicas e jogo de cintura para ela. 

Tudo funcionaria muito bem se Jess não fosse desequilibrada, trapalhona e impulsiva. A personagem rende boas confusões que envolvem seus colegas de quarto e seus relacionamentos interpessoais. Mas, a cada episódio, Jess consegue aprender e contornar diversas situações. Isso porque sabe lidar da melhor forma com bom humor, cantando e entoando trechos de canções improvisadas.  

Não é só Jessica que passa por esse processo de tornar-se uma "nova garota", mas seus amigos também. Aliás, a "adorável trapalhona" os ensina bastante e os ajuda a viver e superar relacionamentos interpessoais. É aquela coisa né? Eles decidem ajudá-la, mas eles que acabam sendo ajudados, isso porque quem já está no chão e na merda, pode ajudar muito quem acaba de ficar. kkkkk






Essa é mais uma produção que não tem saco de risadas, mas nem por isso deixa de ser engraçada. Jess rouba a cena com seu jeito esquisito de ser. A atriz não precisa de fazer esforço quase nenhum para produzir humor. O papel parece que foi criado justamente pra ela e parece que interpreta a si mesma.

Os colegas de quarto também são muito engraçados, cada um à sua maneira. Há uma harmonia muito forte entre os atores e o sentimento de amizade entre eles fica no ar. Como não rir da relação entre Schmidt e Nick, íntima ao extremo? Ou da amizade entre Winston e seu gato de estimação?

Já a relação entre Jess e Cece é uma coisa gostosa de se ver, sabe? Existe cumplicidade e verdade. As duas estão dispostas a fazer de tudo uma pela outra, e compartilham tudo.

NG traz um humor mais refinado e adultizado, isso porque possui um bom teor sexual e erótico, mas nada que seja escrachado ou que deixe a série pervertida. O sexo é colocado com boas doses de humor e uma sacanagem de leve. Um exemplo disso é quando Schmidt, por ter uma amizade muito forte com Nick, acredita que pode passar a barreira da intimidade e ver o órgão sexual do amigo. Algo que poderia ser absurdo, foi motivo de muitos risos.





(Spoiler de leve a seguir) Um dos maiores acertos da série foi quando Jess se apaixona e mantém um relacionamento com um dos seus colegas de quarto, Nick. Foi aquela típica amizade colorida ou friendzone, saca? (Me identifico muito com isso rsrsrs) Jess e Nick formam um belo casal, congruente e simpático. Shippava muito os dois juntos mas, tudo que é bom dura pouco. Não sei por qual motivo que os roteiristas resolveram separá-los. Contudo, no final da 6ª temporada fui surpreendido de novo. A temporada final será incrível!

Haviam rumores que NG acabaria na 6ª temporada, e realmente a season finale desta funciona bem como um series finale, mas sei que muito pode acontecer na 7ª ainda, e creio que será uma despedida e tanto. Jess Day merece uma conclusão melhor que a da 6ª temporada: aquela menina que superou as decepções amorosas e tornou-se uma nova garota em todos os aspectos.





NG é sobre relacionamentos amorosos, de amizades, sexuais mas, sobretudo, de resignificação de nosso próprio ser.



Personagens



Jessica "Jess" Day: Protagonista da série, Jess é uma jovem garota que é traída pelo ex namorado e terá que superar isso, junto com três colegas de quarto. Apaixonada por música e literatura, Jessica é professora e logo se torna diretora de uma escola.





Nick Miller: Colega de apartamento de Jess, amoroso, sensível e divertido. Nick é um bartender,que logo descobrirá sua real paixão: escritor de romances. Na juventude Nick tinha uma aparência bem ousada: usava rastafari.





Schmidt: Colega de apartamento de Jess. Schmidt é descendente de judeu, advogado e tem uma mente bem pervertida. Logo se apaixona pela amiga de Jess, Cece. 





Winston Bishop: Também colega de apartamento de Jess, Winston é extremamente dramático, apaixonado por gatos e um jogador de basquete fracassado. No decorrer das temporadas torna-se um policial da cidade.





Cece Meyers: Melhor amiga de Jess já de longa data. Cece é alegre, divertida e de bem com a vida. A personagem é uma modelo que na última temporada consegue sua própria agência.



Abertura




Até a quinta ou final da quarta, não sei, a série contava com uma abertura bem divertida, que trazia os personagens principais montando vários cenários e Jess cantando a música Who's that girl?, que fora criada pela própria Zooeh Deschanel. A abertura trazia alegria, frescor e era bem divertida. Confira:





Atualmente a a abertura foi modificada. Agora, só passa a logo da série (Segunda imagem desse post) em um fundo preto e um toque curto da música original. Não sei o motivo de tirarem a original, se é porque Jess está em uma nova fase ou se eles queriam ganhar mais alguns minutos por episódio. Mas não sei se foi uma diferença grande, pois a abertura antiga tinha 20 segundos e agora uns 3 ou 4 segundos.


Então, fica a dica dessa série divertida, leve e não apelativa para quem se interessou. Agora, é aguardar seu desfecho. J-J






Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Danilo Gentili aciona Ministério Público e denuncia Maria do Rosário por improbidade administrativa

Um "cheiro" para Maria do Rosário via Correios. | YouTube/ Danilo Gentili


Caros leitores, independente se você gosta ou não do humorista e apresentador Danilo Gentili é importante que qualquer pessoa de bem apoie sua iniciativa porque o que está em questão é a LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Por meio de seu advogado, Danilo Gentili acionou o Ministério Público (MP) para que se apure se a deputada Maria do Rosário Nunes (PT-RS) cometeu improbidade administrativa ao usar a máquina da Câmara dos Deputados para censurar as postagens do humorista no Twitter.

Se pegou a história da procuração rasgada para frente é porque você não sabe o que está por trás disso. Então assista este vídeo do vlogueiro Claudio Henrique Ribeiro da Silva que fala da origem de tudo:






Como se vê, Maria do Rosário não tem argumentos para as bobagens que disse e usa a máquina do Estado para perseguir Danilo porque ele flagrou sua incoerência em relação à agenda da deputada em "defender às mulheres".


tweet que desnudou a incoerência de Maria do Rosário. | Twitter



Em nome da liberdade!

Como ficou percebido, Danilo apontou as incoerências de Maria do Rosário ao justificar a cuspida do ex-BBB no congresso e, o mais grave, a cuspida de José de Abreu numa mulher. A parlamentar veio com seu vitimismo barato e usou das ferramentas judiciais do estado brasileiro em calar um humorista. Danilo deu a resposta perfeita ao ato ditatorial partindo para o escracho e ridicularizando os políticos sem ética e não ilibados.






Portanto, o que está em jogo é a liberdade e não se enfiar pedaços de papel na cueca com cheiro suado dos testículos é ofensa a uma mulher (afinal é esse o "sexo dos anjos" e a "cortina de fumaça" que querem que você discuta. Não caia nessa!). Danilo expôs a hipocrisia da esquerda com maestria e a humilhou perante todo mundo dando a sensação de alma lavada.


Presta atenção!

Danilo Gentili foi libertador e magnífico em dar uma ordem explícita a cada brasileiro indignado com a nossa política e todas as corrompidas "INSTITUIÇÕES". Que respeito a Maria do Rosário merece? Que respeito nosso congresso, o judiciário lacaio e todo o estamento burocrático merece? Independente se você goste ou não do Danilo e seu ofício é vital que ele seja defendido nesse aspecto.

Eu, Pedro Blanche, torço para que Maria do Rosário seja condenada por usar a máquina do estado para censurar argumentos incapazes de rebater.

E você leitor, mandaria um "cheiro" para quem?

Até mais, pessoal. J-J





Por: Pedro Blanche

terça-feira, 20 de junho de 2017

8 bons episódios da 13ª temporada de 'Grey's Anatomy'

(Pode conter spoilers!)






Há um mês (18 de maio) ia ao ar o último episódio da 13ª temporada de Grey's Anatomy (Mas eu só terminei semana passada. Me deixa! U.U). Uma série da Shondanás, em que os haters chamam de novelão. Contrariando esses odiadores, assisto a essa produção e sou viciado. 13 períodos de formação de medicina não é pra qualquer um. 

Quando a gente acha que o mar de criatividade de Shonda Rymes secou ela joga um balde de água na nossa cara. GA já coleciona 13 temporadas e pode chegar à 20 tranquilamente, por suas boas histórias, personagens e casos médicos. Nesta tiveram vários episódios em que Meredith Grey não foi o foco ou protagonista, provando que a série funciona sem ela também (Só não a mate, ouviu Shonda? rsrs). 

Mesmo com esses pontos positivos, a temporada mais recente desse drama médico não foi uma das melhores. Episódios mornos, aproveitamento nulo de bons plots e um pouco de tudo que o público já estava acostumado com GA. Em uma conversa que tive por Whatsapp com Thiago Nascimento - um dos colaboradores do blog - dizia que a temporada estava "marrom". Claro, que ele deu seu ponto de vista sobre também:





No geral, a 13ª temporada de GA foi mediana, mas com episódios bons e interessantes. Não foram nada de "Uau", mas aceitáveis. Por esse motivo, resolvi listar 8 bons episódios, aqueles que mais gostei e mais criativos. Confira! 



1- Undo (13X01)




"Quando um dos médicos do Grey Sloan se torna um paciente no hospital, Bailey tenta descobrir o que aconteceu; Meredith luta com os impactos de seu segredo em seu relacionamento com Alex e Maggie; April e Carherine estão em disparidade sobre o novo bebê."


Sabe aquele episódio que abre a temporada de forma sensacional? É esse. Não sabia de qual lado ficava em uma situação: se do Karev ou do DeLuca. Pude sentir o drama de Karev de perto e até sofri com ele. Esse foi um episódio que fiquei com muita raiva da Meredith Grey. Adoraria que a temporada se mantivesse no ritmo desse capítulo. 



2- The room where int hapeens (13X08)




'Uma cirurgia complicada traz de volta memórias importantes para Meredith, Richard, Owen e Stephanie, como eles trabalham em conjunto para salvar uma vida."


Um episódio que teve uma nota baixíssima para uma série como GA (6,3 no TVST), mas que eu curti (Confesso! Meu gosto é bem estranho!). Qual o efeito que uma noite sem dormir causaria nos médicos? Esse capítulo se passa totalmente em uma sala de cirurgia durante uma madrugada. Nos deparamos com a imaginação e criatividade de Meredith, Richard, Owen e Stephanie, assim como seus portos seguros. Foram vários os momentos emocionantes, seja Stephanie e ela criança, Richard e sua mãe, Owen e sua irmã e Meredith, os filhos e Derek (Foi ótimo revê-lo!).



3- You can look (But you'd better not touch) (13X10)




"Bailey, Arizona e Jo vão para uma prisão feminina de segurança máxima cuidar de uma garota de 16 anos grávida e seu bebê."


Episódio que mostrou o empoderamento feminino e que é possível, sim, fazer um capítulo que não seja centrado na Grey. Tiveram vários momentos tensos e confesso que a jovem de 16 anos me deixou com medo. Mas as médicas souberam contornar a situação muito bem.




4- Who is he (And what is he to you)? (13X16)




"Jackson e April viajam para Montana para realizar uma cirurgia complicada em um jovem paciente, mas a cabeça de Jackson está em outro lugar, e April é forçada a colocá-lo de volta aos trilhos."


Mais um episódio que não tem a Meredith, mas que é bom, mesmo sendo lento e parado. Até que gostei do foco ser no Jackson e April e confesso que meu shipp neles está voltando. 



5- Be still, my soul (13X18)




"Quando a saúde da mãe de Maggie se deteriora, os médicos estão em desacordo sobre como tratá-la. Enquanto isso, Richard vai confrontar a traição de Bailey sobre o programa de residência."


O que seria de GA, se não tivesse os casos de família? Maggie e sua mãe roubam a cena em vários episódios, mas esse é um dos melhores em que mostra a relação das duas. Maggie é muito mimada, mas as circunstâncias farão com que mude de atitude. O capítulo mostrou a dificuldade de vários médicos em revelar a verdade sobre a mãe de Maggie à ela. Muitas doses de drama, afeto e momentos familiares!



6- In the air tonight (13X20)




"Meredith e Nathan viajam para uma Conferência no mesmo avião mas sem saber. Quando várias turbulências colocam a vida de todos em perigo, ambos terão que se unir para salvar vidas feridas."


Episódio dirigido por uma das atrizes de GA, Chandra Wilson, intérprete da doutora Miranda Bailey. Capítulo eletrizante, emocionante e perturbador, já que não imaginava que Grey teria que enfrentar um trauma ainda bem recente. Gostei muito da edição, roteiro e cenas. Foi ótimo ver como os médicos são inteligentes e podem lidar com as mais diferentes situações. O desfecho, quando Nathan e Grey vão para o mesmo hotel, foi perfeito!



7- True colors (13X23)




"Os médicos de Gray Sloan encontram um caso difícil envolvendo um paciente perigoso. Enquanto isso, Owen recebe uma notícia que muda a vida e que empurra Amélia para dar um passo em frente para apoiá-lo, e Alex assiste a uma conferência médica depois de fazer uma descoberta chocante."


Esse foi o começo do fim da 13ª temporada. Como quase toda season finale, essa foi bem badalado e emocionante. Fiquei boquiaberto com a revelação sobre dois pacientes, que sofrem um acidente de trânsito e chegam no hospital sem roupa. Isso faz com que várias especulações sejam levantadas, mas a verdade foi surpreendente. Um fato que acontece com o dr. Owen me deixou sem palavras e com vontade de consolá-lo (Gostei dos efeitos e edição nessa parte). A atuação da menininha no episódio foi incrível. Ela poderia ser personagem fixa. rsrs




8- Fire rings (13X24)




"No final da temporada, a vida dos médicos está em risco depois que um paciente perigoso escapa do quarto do hospital. Alex deve fazer uma escolha difícil em seu relacionamento com Jo, enquanto Meredith tem algumas grandes notícias para Nathan que traz as coisas para um ponto sem volta."


Uma das melhores (Mas não a melhor!) season finales, que deixou várias pontas soltas e bons cliffhangers. Rhimes terá bons assuntos a tratar na 14ª temporada. Senti uma leve introdução do spinn-off com bombeiros nesse episódio, mas posso estar errado. Stephanie simplesmente roubou a cena nesse capítulo! As melhores foram dela e queria muito que ela continuasse em GA. E, pra finalizar, Grey tinha que sofrer, senão não era Grey.




Esses foram os 8 bons episódios da 13ª de GA, em minha opinião. Pra quem assistiu a temporada, concordam? Tirariam algum? Acrescentariam algum? Digam nos comentários! Ah! E Shonda, faça mais 10 temporadas porque tá pouco! J-J


Por: Emerson Garcia

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O dia em que o 'Jovem Jornalista' deu um furo jornalístico no 'Correio Braziliense'




Há nove dias, no dia 10 de junho, publiquei um post sobre um artista israelense que resolveu homenagear sua esposa com ilustrações sobre o dia a dia do casal, chamado de A vida real dos namorados. A postagem foi com o intuito de comemorar o Dia dos namorados, com dois dias de antecedência. No dia 12 vi uma publicação do Correio Braziliense sobre o mesmo assunto, que fora compartilhada em sua fanpage no Facebook. Curti o status logo que vi (imagem abaixo). O interessante é que o Jovem Jornalista conseguiu falar de Yehuda Devir de antemão, dois dias antes do veículo famoso do Distrito Federal.




O JJ não é um blog tão conhecido, mas conseguiu trazer essa informação antes de um jornal online de renome. Isso prova sua influência e a rapidez deste meio em publicar uma novidade. Inúmeras foram as vezes em que um blog deu uma informação antes da grande mídia e diversos foram os momentos em que aqueles pautaram esta.

A matéria do Correio sobre o artista Yehuda trouxe uma entrevista exclusiva com ele, algo que o JJ não fez, mas você, leitor, viu primeiro no JJ. Não detenho a informação, nem posso dizer que foi um post exclusivo - como muitos jornais oportunistas fazem, com matérias em que passaram em vários canais -  mas a notícia do jornal, você já viu no JJ, e isso com dois dias de diferença!



















Sem saber, o JJ deu um furo jornalístico sob o Correio Braziliense. Veja o conceito de furo jornalístico, de acordo com o Wikipédia:

"[...] furo é o jargão para a informação publicada em um veículo antes de todos os demais."


Não posso ter a certeza que os repórteres e jornalistas do Correio leem esse humilde blog, nem que o JJ tem o poder de pautar veículos, mas esse foi um fato importante a ser relatado. Isso demonstra que o blog traz ótimos assuntos e pode ser o melhor em divulgar pautas interessantes, vistas primeiro aqui. Antes do dia 10 de junho, conheci esse artista e pensei: "Por que não falar dele no Dia dos namorados? Uma ótima pauta para essa data". Dois dias depois, vi o Correio pensando da mesma forma que eu. Que sacada genial do JJ, não?!

Os leitores podem estar seguros que o Jovem Jornalista trabalha em trazer pautas interessantes, bem pensadas e inovadoras. Algumas destas em primeiro aqui, com apuração e enfoque. Nada postado no JJ não é pensado e jogado ao léu. O leitor ganha (e muito) em acessar o JJ, ler os textos, seguir a fanpage e o Instagram do blog. J-J















Por: Emerson Garcia

sexta-feira, 16 de junho de 2017

'A cabana' não te ensina a fazer o sinal da cruz, mas sobre a vida com um tom poético

(Pode conter spoilers!)





Após 10 anos de seu lançamento como livro, A cabana ganhou um filme que estreou nos cinemas em abril. Creio que a versão para as telonas tentou ser fiel ao roteiro de William P. Young. O filme, do inglês Stuart Hazeldine, é uma releitura da obra e não pretende ir além disso, nem criar firulas ou discussões mais profundas. 

Li diversas críticas que analisaram somente a peça cinematográfica, o que em minha opinião é totalmente errado, já que trata-se de uma produção baseada em um livro. A tridimensionalidade que imaginei ao lê-lo está no filme. Hazeldine captou a mensagem e transportou o livro para imagens, sons, fotografias. Deus (Octavia Spencer) não destoou da obra: uma mulher negra, gorda e sorridente. O protagonista, Mackenzie Phillips (Sam Worthington, de Avatar) trouxe a dor e a incompreensão do personagem - imaginava Mack exatamente daquela forma. A cabana, a cena da cachoeira e o reencontro de Mack com seu pai foi exatamente como descrito por William P. Young. Entre muitos outros pontos.

Mesmo com essa tentativa de fidelidade à obra, o filme tem alguns problemas, e isso se formos analisá-lo apenas como cinema. Creio que a atuação do Espírito Santo deixou a desejar, embora a caracterização psicológica e física estivessem bem congruentes. A atriz Sumire Matsubara não me convenceu, foi seca e sem graça. Tanto é, que achei as cenas dela entediantes. 





Outro ponto negativo é que as coisas demoram pra acontecer. Na tentativa de ser fiel ao livro, o filme acaba por ser cansativo e repetitivo em algumas partes. Creio que a duração de 2 horas e 17 minutos não foi bem aproveitada, por trazer algumas cenas desnecessárias e suprimir outras importantes. Dá pra perceber que o relacionamento entre o Espírito Santo e Mack foi bem menos explorado, que entre Jesus e Mack, por conta disso.

Os cortes e edições de cenas foram prejudicados também. Creio que era importante um cuidado nessa parte, justamente por se tratar de uma adaptação cinematográfica. Cortes bruscos, como os que foram utilizados, podem não resolver bem. Estes dão a sensação que falta algo e que não houve uma conexão entre as cenas.

De maneira geral, gostei da atuação de Sam Worthington como Mack, embora ela foi convincente em umas partes, e não tanto em outras. Se por um lado senti o drama do personagem, por outro fiquei entediado com suas expressões em várias cenas, me perguntando se aquela era a expressão de alguém que estava com raiva e de quem precisava perdoar.   

Destaco, por último, a abordagem rasa de alguns personagens. O filme prefere focar em Mack e a Trindade Divina e nisso, alguns personagens importantes para a trama são deixados de lado. Confesso que gostaria de conhecer melhor a personalidade de Missy e seus gostos; mais do sofrimento e culpa de Kate; do casal Nan e Mack; e da amizade de Dalton e Mack. Não dá pra conhecer eles em sua profundidade, muito menos Missy, que no livro é apresentada com detalhes.  




O enredo foi bem produzido e cumpriu seu propósito até no clímax e no desfecho, embora o processo de aprendizado e de reconstrução de relacionamentos estivessem mais claros no livro. A versão cinematográfica propõe que Mack precisa reconstruir o relacionamento com a Trindade e apresenta o motivo de ter se quebrado, por meio de flashbacks e fatos que aconteceram em sua vida, principalmente após algo que acontece com sua filha mais nova. Por meio de flashbacks e cenas no presente, conhecemos Mack, sua personalidade e acompanhamos seu crescimento. Algum tempo passa e Mack recebe um misterioso convite por meio de uma carta.  

Essa parte foi bem trabalhada, mas quando Mackenzie o aceita e lida com a personificação da Trindade Santa - uma mulher negra que representa Deus, um carpinteiro barbudo que se identifica como Jesus e uma oriental jardineira, o Espírito Santo em pessoa - creio que houve pequenos prejuízos na história. Houve uma preocupação maior em apresentá-la, do que mostrar como Mackenzie se transforma a partir do relacionamento com cada uma das personificações. A parte das lições foi suprimida, já que em cada capítulo do livro, Mack aprende algo que o ajuda em sua transformação do ser. Creio que isso foi atropelado, para se chegar ao desfecho mais rápido. Não deveria ser assim.

De maneira geral, o filme A cabana realmente é bem poético, como disse Samara Andressa na sua crítica. Talvez, por esse motivo, o longa prezou por alguns aspectos em detrimento de outros, como: a paleta solar utilizada nas cenas, os filtros mais claros e intensos, paisagens belas e efeitos de encher os olhos. Aliás, como não ficar deslumbrado com o jardim da cabana, principalmente em uma das cenas finais? Ou quando Mack e Jesus caminham sobre as águas? Ou na química e troca de olhares entre Mack e Deus? (Inclusive Octavia Spencer estava incrível no papel! Trouxe toda a doçura e bom humor do personagem) Ou na composição do céu estrelado? Ou na visualização da Trindade Santa sobre as pessoas que já morreram? (Foi bonito ver as cores, sons e efeitos da cena, como se fosse uma aurora boreal) Todos essas cenas me sensibilizaram e trouxeram uma carga dramática, que já tinha lido no livro. Foi ótimo reviver isso.




É claro que existem haters que desaprovaram o longa, isso porque alegam que o filme é doutrinário, por disseminar a cultura cristã. Eles dizem que A cabana pretende mais evangelizar, do que discutir temas e trazer reflexões na telona. Não vejo dessa forma por dois motivos em especial. 

Primeiro, porque se trata de um produto da indústria cultural, que com certeza busca lucros, logo após a disseminação de cinemas-parábolas como Nosso Lar, Quarto de Guerra (já criticado aqui) e Deus não está morto (tema de um post). Será que os haters já se perguntaram porque lançar um filme desse gênero somente em 2017, e não em 2009, por exemplo, quando o livro já fazia sucesso? 

Segundo, trata-se de uma adaptação literária, onde o objetivo foi roteirizar para os cinemas as páginas escritas. Ou seja, doutrinário não é o filme, mas pode ser o livro, mas garanto que este é mais humano que religioso, isso porque abandona clichês da Igreja Católica e Evangélica, por exemplo. Enfim, o livro trata do Demiurgo como um poder maior, que independe de religião; e de razões para acreditar em algo sobrenatural por meio da fé, que garanto que não tem nada a ver com crença religiosa.

A cabana não quer desfiar um rosário ou te ensinar a fazer o sinal da cruz. O filme te ensina sobre a vida, resgatar relacionamentos, perdoar e domar a vingança que geralmente estão dentro da gente.

Concluo dizendo que o filme é bom, mas com algumas limitações que já foram expostas. O vejo como uma adaptação cinematográfica que procurou ser fiel ao livro e não se preocupou em criar novas discussões ou disseminar religião em ninguém (Pode ter disseminado a fé!). Ao meu ver, deveria ser analisado sem preconceitos, principalmente por seu tom poético, fotografia e drama. J-J






Por: Emerson Garcia
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